Quando eu clico na Gata, penso logo na Fal, na Cora Rónai, na Lenora, e nas minhas outras amigas gatólogas (ou felínicas) e claro, no Cezar Bastos.
Essa foto eu tirei durante o jantar. Ela sempre fica assim: sentada em frente das travessas, na ponta da mesa, super educada. E fica sentada desse jeito mesmo. Sem mexer em nada, sem tocar em nada.
Educadinha, né.
Quem vê pensa.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Gata hipnotizada
Reunião de Pauta - São Paulo
Foi um dia de folga em sampa. Geralmente eu fico de folga e venho pra casa, no Rio, pra regar planta, descer com o Igor e marcar presença na área. Mas nessa folga antes das férias foi diferente e passei em SP, com minha familia e aproveitei pra uma reunião extraordinaria de pauta. No Frederico's Bar...rsrsr...
Eu fui sequestrado pela Carla Penteado, que foi minha instrutora (hic!) e com a Vera que é da minha turma da Tam.
Acho que bebemos todas, né Carlinha ? Pra desespero do Rafaini, que nao pode ir por causdique mora longe paca.
Da série CÉUS

Uma das coisas mais legais da minha profissão, é poder contemplar as cores do dia, do amanhecer, do entardecer... e sempre do alto....
Quando dá pra fotografar, nao perco tempo e clico essas formas das nuvens com cores diferentes a cada segundo.
É como seu eu fosse testemunha de um novo dia nascendo, antes mesmo de todo mundo...
Férias

É assim, ó... a gente trabalha, trabalha, trabalha e não vê a hora de entrar de férias. Fica cheio de planos, vou fazer uma pá de coisa. Aí chega o dia D, e quando chega a hora de chegar em casa, a vontade mesmo é de não fazer absolutamente nada, nem mesmo o que o que se planejou fazer.
Mas prometo que vou me esforçar.
Na mimha lista está me encontrar com amigos que eu nao vejo a muito tempo, como o Assis, por exemplo. Está colocar a Bicicletinha na estrada e rodar muito com ela. Está consertar meu carro e lavar o coitadinho que ficou esquecido, no estacionamento do Galeão. Está a tentativa de acertar as minhas contas, fazer um UP nas plantas, pegar uma praia, engrenar na academia, ler ler ler ler ler e ler muito, comprar um livro novo, cozinhar, arrumar meu armário (opa, eu disse isso?)...
Aos poucos eu vou publicando a lista de coisas por fazer e coisas feitas.
Happy Holidays!!!!!
terça-feira, 5 de maio de 2009
43a. Vara
Esperei esse tantão, pra apenas 10 minutos de audiencia (audiencia?) com a juiza que conhecia já todos os detalhes do processo...
Não abri minha boca, embora tivesse muita vontade. Todos advogados e prepostos da Varig, GOL, GLAI, VarigLog... todos lá... a sala ficou lotada.
Agora tem que esperar a sentença da juiza. Eles vão contestar tudo até o final.
Quem espera, sempre se cansa.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Night = Balada, meu.
Então... semana passada fiz aquele voo que vai pra Fortaleza... 5 dias com a tripulaçao é tempo suficiente pra ficar bem "colega" de todo mundo. E como eu tenho muita historia pra contar, nao foi difícil pra juntar todo mundo e no ultimo dia do voo, parar na balada de Fortaleza, no Dragão do Mar. Quem conhece, sabe. É um centro cultural mix de barzinhos com musica ao vivo e muita, muita cerveja - que convenhamos, é o que interessa.São 4 ou 5 bares que ficam lotados a madrugada inteira. E a musica é muito boa.
Durante os 20 anos de Varig, quase nao aproveitei os voos da nacional, e aproveitei pouco essa coisa de sair com a tripulaçao, ir pra praia junto, almoçar junto, e claro, sair pra encher o pote juntos.
Apesar da diferença de idade, ainda tenho bastante disposiçao pra aguentar o tranco - que é muito bom tambem. Conhecer pessoas legais, fazer novos amigos... é o ciclo renovável da aviação.
Beijo, me adiciona.
como era mesmo naquela época ? ah, sim...
Durante muito tempo, quando a gente queria conhecer alguem, tinha que ir a luta literalmente. Ou seja, a gente tinha que ir a campo, nos lugares onde as pessoas estavam. E tinha que ir arrumadinho, de perfuminho, banho tomado, cabelinho penteado e talz.Aí, rolava a tal da química. E o resto era consequencia da tal da quimica.
Pois bem, alguns anos se passaram e veio a internet pra, digamos, facilitar a vida da galera. E facilitou e muito.
Hoje o cidadão fica em casa, com aquela cuecona toda puída, a cara de ontem, cabelo desgranhado, barba de anteontem... e coloca aquela foto lá em Búzios no carnaval de 1998, aquele bronzeado top, musculos idem... e jura que é recente. E as vezes até que cola. Tem muita gente boba por aí mesmo... e tudo começa a fazer parte de uma fantasia.
Mas algumas etapas sao puladas. E a tal da quimica era o ultimo quesito a ser checado.
É claro, isso não é uma teoria, é uma constataçao pessoal. Nada contra.
Mas vamos combinar que da maneira mais antiga era mais gostoso, né não ?
segunda-feira, 13 de abril de 2009
cats on grass...
Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.
Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.
A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera,
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.
Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.
Mas cada um cumpre o Destino
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.
E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora,
E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.
(Fernando Pessoa)
sábado, 11 de abril de 2009
Fácil, extremamente fácil.
Outro dia mandei um e-mail com alguns poucos exercícios e um bando de preguiçosos reclamou. Agora mando esses aqui que, pelo amor de Deus, quem não conseguir fazer é melhor ir procurando vaga em casa de repouso!!
Treinamento TAM
Primeiros socorros.
Aqui a gente treina RCP, com um boneco.
Nesse treinamento, como no combate ao fogo e sobrevivencia, a gente tem oportunidade de rever os procedimentos e nos atualizar. Sempre tem alguma novidade que os americanos inventam e mandam aqui pra colônia... Ainda bem.
Treinamento TAM
A cada dois anos, precisamos revalidar as nossas carteiras de habilitaçao dos aviões. Coisa parecida com a do carro.
Só que muito mais complexa.
Combate ao fogo, marinharia, sobrevivencia, primeiros socorros, etc...
Essa foto aí, é o treinamento de Combate ao Fogo. O Instrutor é o Pavuna, o de macacão, no lado direito da foto.
Ele foi meu instrutor quando eu entrei na Varig em 1986.
Nesse treinamento, relembramos procedimentos, atualizamos outros, e temos contato com os extintores e com o fogo propriamente dito.
e é quente, viu.
almoço de pascoa
deixa eu apresentar pra voces: do lado esquerdo, Lenora, colocando a mão na massa. Do lado direito, minha mãe, fazendo a massa que a Lenora tá colocando a mão.
Esse foi o almoço de pácoa. Nhoque.
Um daqueles dias que são bons a beça, com a familia toda, e claro, Lenora, Julinho e Rogério.
Voces nao tem ideia do que é esse nhoque,
almoçando em GRU, no viena.
Quando dá tempo e tem $$$ sobrando.... eu corro lá no Viena, no Aeroporto de Guarulhos, e tiro a barriga da miséria, literalmente.
Uma variação em cima do mesmo tema: salada, franquinho, coca zero infame, maionese de ovo (desculpe, mãe, mas é uma delicia, a deles)
uma delicia.
Gata expulsa Igor da cama.
Aí a Gata ganhou essa caminha aí, cheia de desenhos e toda fofinha...
só que ela nao deu a menor bola pra essa caminha. já o Igor, que sempre gostou de um certo conforto, viu a caminha dando sopa, e pronto, ja passou pro nome dele, com escritura definitiva, iptu, duda, ipva, tudo pago.
e a cama é dele agora.
só que Gata nao pode ver o Igor todo confortável. Aí ela vem e expulsa ele de lá e tchau. Perdeu, playboy!
cães e gatos. oi ?
Tio e Sobrinha
outro dia mesmo eu tava lá em são paulo, por que a isabela tinha nascido... outro dia... e agora ela tá essa coisa linda e tão cheia de personalidade...
parece com o titio querido ? heim ?
Privilégio de ver isso...
chegando de madrugada em Guarulhos, SP.
uma das coisas mais incríveis da minha profissão, é poder ter o privilégio de ver cenas como essa: o sol nascendo, a cidade acordando e as luzes ainda acesas, ignorando o sol ali pertinho, pronto pra colocar todo mundo pra fora da cama.
eu sempre fico imaginando o que se passa lá em baixo...
apesar do cansaço, dá um prazer enorme poder ser testemunha dessas cores e dessas luzes... que só a gente pode ver lá de cima.
indo para...
aqui a gente estava chegando em porto alegre.
era de manha cedinho e o dia estava bem claro.
o brasil é imenso, e só de cima a gente tem a verdadeira noçao de como as proporçoes do pais sao gigantescas.
E lá dentro...
mais um dia de trabalho.
cai a tarde e estamos lá dentro, no back stage.
os passageiros quase nao percebem essa movimentaçao da comissaria, abastecendo o avião. tudo tem que dar certo nesse momento.
tudo é um trabalho de equipe, do pessoal da comissaria com a gente.
nessa hora, tudo ja estava lá dentro do avião, aguardando o embarque dos passageiros pra começar mais um vôo.
eu adoro o que eu faço.
cats on grass.
bonita cena, domingo pela manhã, aqui dentro do condominio.
Aqui tem um montão de gatos, todos tratados, castrados e todos tem nome.
E essa hora é a do descanso, por que de madrugada eles ficam zanzando pelo condominio caçando, sei lá o que.
É por isso que a Gata fica acordada a noite enchendo o saco da gente e de dia fica dormindo que nem um anjo.
Dá gosto de ver.
E o urubú quase entrou na turbina...
Existe perto das pistas do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, um aterro sanitário e claro, diversos aterros e lixões clandestinos. Os urubús são os convidados especiais desses verdadeiros banquetes. E isso faz com que eles se choquem com os aviões (ou os aviões se chocam com eles), pela proximidade com o próprio aeroporto.
Entao a situação é a seguinte: estão lá, os passarinhos procurando o almoço (ou o jantar, dependendo da hora) e pum! dão de cara com um boeing ou um airbus... e dá nisso: a turbina amassada. Pelo menos só amassou. E se ele entrasse na turbina... perdeu, playboy!
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Maysa
Um dia, eu fui numa festa de aniversario. Levei umas garrafas de champagne pra fazer uma presença a altura. Encontrei a porta do apartamento entreaberto e a festa rolando lá dentro.
Eu só vi a Maysa uma vez e foi o suficiente.
Aí eu entrei na sala devagarzinho mega timido e dei de cara com a sogra dela, toda sentadinha no sofá. E perguntei: é aqui a casa da Maysa?
Pronto. (como diz em Recife) bastou. Já era o mais novo amigo de infancia.
E as duas garrafas de champagne se multiplicaram em muitas outras e as festas viraram Reunião de Pauta, Resgate, Assembléia etc. E os locais mais variados.
No inverno, a área de serviço do apartamento dela virava estacionamento de garrafas de vinho vazias. Daí veio o nome: Engarrafamento. Eram muitas, centenas, milhares.
E com a Maysa veio Paulete, Pequenina, Walmir, Bimbão...
Essa semana que passou fizemos uma AGO no To Nem Aí em Ipanema e colocamos alguns temas em discussão. Claro que com 35 choppis nao deu pra colocar nada em votação.
A gente fica longe, dá saudade... mas é que a vida da gente não tá facilitando muito.
Mas nem por isso a gente fica longe.
E a Maysa é minha amiga que tá aqui pertinho sempre.
Parabéns FAL
Gata dorme., upload feito originalmente por Beto Sandall.
Eu queria colocar aqui a foto da FAL AZEVEDO pra poder ilustrar mui dignamente esse post. Mas achei que ela ia ficar mega feliz se a Gata ilustrasse.
Quando eu desejo felicidade e paz pra alguem que eu gosto muitão, eu visualizo o que seria mais parecido com paz e felicidade.
E acho que paz é a Gata dormindo depois de aprontar feliz, durante a madrugada toda.
E hoje é aniversario da FAL. Já até liguei pra ela, viu Claudio!
Esse é o meu presente pra voce, FAL.
Beijos.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
E la nave vá.
Essa semana foi de curso. Foi bom por que eu me encontrei com muitos dos meus amigos e é sempre bom reencontrar pessoas que a gente gosta, se dá bem.
Mais um avião na minha lista.
Já até perdi as contas mas ja sou habilitado em um monte de aviões.
O A330 faz os voos internacionais da TAM e depois de quase 2 anos na empresa, parece que agora to indo pra internacional.
Quem viver verá.
E la nave vá.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Marley e eu / Toni e nós.

Hoje fui ao cinema ver Marley e Eu.
Não lí o livro, mas ver o filme me trouxe a lembrança o Toni. Pra quem não sabe, Toni é um labrador preto que o Julinho ganhou quando a Isadora morreu.
Acho que eu poderia ter escrito o mesmo filme, só que o titulo seria Toni e Nós. Claro, sem o final triste, por que Toni ainda é um rapazinho.
Toni era um labrador preto lindo, um pelo macio, dentes alvos e uma personalidade que só os labradores tem.
Quando era pequenino, ele deu o trabalho que qualquer cãozinho bebê dá. O Igor não gostou muito da idéia de dividir espaço com aquele ser negro, abrutalhado e cheio de energia. Causou um incidence diplomático, por que o Igor começou a querer esconder a comida dele embaixo do tapetinho de crochet de linha que minha mãe fez. E fez o mesmo com os brinquedos, ossos, tudo. Claro, um cachorro de apartamento cobre a comida com tapetinho. Se fosse cachorro de quintal, ia enterrar no jardim. Paciencia.
E Toni foi crescendo e claro, era a alegria da casa, compensado a tristeza de ter perdido a Isadora tão tragicamente. E tinha uma energia, uma alegria... o filme retrata bem o universo dos labradores. São todos iguais.
Na lista de traquinagens do Toni, estão duas sandalias havaianas, muitos rolos de papel higienico, um pacote de bom-bril, meus livros de fotografia que estavam em cima da mesa de centro, a própria mesa de centro, os pés da mesa de jantar, uma lixeirinha de plastico, todas as vasilhas de comida, duas pombinhas de ceramica mexicana, muitos tupperwares que ele pegava na cozinha e por fim, um São Francisco de Assis de madeira, que eu ganhei do Julinho de aniversario, que tinha como função básica proteger os animais da casa, a casa e nós, bípedes.
E assim Toni foi ficando do tamanho do apartamento.
Ele adorava os laguinhos do condominio, mergulhava nas fontes e no lago dos peixes sem se importar com os seguranças do condominio que ja conheciam a figuraça. Era a atração da pracinha.
Mas Toni cresceu demais, ficava muito tempo sozinho no apartamento e isso gerou uma mega ansiedade nele. Não estava muito feliz de ficar sozinho. Labradores (e qualquer outro cão, até mesmo a gente) precisam de companhia e alguem pra brincar com eles. Senao eles ficam ansiosos e tristes. Foi o caso do Toni.
Então não tivemos outra alternativa pra ele, a nao ser conseguir uma casa com quintal e gente pra ficar com ele o tempo todo. E encontramos, felizmente, essa nova casa pra ele.
Hoje ele tem um outro nome.
Mas pra mim e pra quem conheceu ele, será sempre Toni.
Tenho saudade dele e as vezes me bate um baita remorso de nao ter conseguido ficar com ele aqui em casa, junto com o Igor. Mas tenho certeza que ele está numa casa confortável, grande e cheio de espaço pra ele correr e brincar.
sábado, 17 de janeiro de 2009
Natal 2008 com marida.
Marida.
Esse ano vai ser lenha. Mas acredito muito na gente. Sempre.
E assim a gente vai construindo a nossa historia, cheia de coisas e assuntos e percalços.
A gente anda tirando leite de pedra e nao sabemos de onde temos tanta força pra poder tocar o barco.
Nem sempre o vento tá a favor mas tambem tem brisa que vem mansinha, devagar e ajuda a gente a chegar no lugar certo. Certo ?
Essa oração de S. Jorge aí embaixo é pra voce, viu marida.
E salve Jorge!!!!
salve jorge
Diz que esse ano vai ser mega protegido por São Jorge.
Então, sendo assim, peço que role uma proteçao extra pra todos nós, devotos ou não, e que moramos nessa cidade.
Ai vai:
Chagas abertas, sagrado coração todo amor e bondade, o sangue do meu senhor Jesus Cristo no meu corpo se derrame, hoje e sempre. Eu andarei vestido e armado, com as armas de São Jorge, para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me encherguem, e nem em pensamento eles possam ter para me fazerem o mal, armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças quebrarão sem meu corpo chegar, cordas e correntes se arrebentarão sem o meu corpo amarrarem.
Jesus Cristo me proteja e me defenda com o poder da sua santa e divina graça, a Virgem Maria de Nazaré me cubra com seu sagrado e divino manto, me protegendo em todas as minhas dores e afliçoes e Deus com a sua divina misericordia e grande poder seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meus inimigos, e o glorioso São Jorge em nome de Deus, em nome de Maria de Nazaré , em nome da Falange do Divino Espirito Santo estenda-me o seu escudo e as suas armas poderosas defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza dos meus inimigos carnais e espirituais , e de todas as suas más influencias, e que debaixo das patas de seu fiel Ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a Vós sem se atreverem a ter um olhar sequer que me possa a prejudicar. Assim seja com o poder de Deus de de Jesus Cristo e da Falange do Divino Espirito Santo, Amém.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Minha Terra Tem Palmeiras, Onde Cantavam os Sabiás


Apesar de ter sido um dia bacana, com a nova habilitação do 767, infelizmente vi uma cena que poderia classificar de a mais triste desses ultimos dois anos. Quem era comissario da varig vai entender por que.
Quando fomos demitidos em 2006, uma das promessas feitas durante o leilão que vendeu parte da empresa, era de que seriamos reintegrados aos poucos na nova empresa que ia se formar a partir do leião.
E fazendo parte do processo de demissão, tinhamos que levar nossas malas e uniformes, e pra isso, eles pediram que colocassemos os nossos nomes nas malas por que na hora da reintegraçao, iriamos lá busca-las, junto com uniformes etc. Mesmo nao acreditando 100% nisso, assim foi feito e entregamos tudo.
Ontem, enquanto esperava a condução pra ir até o avião, lá na pista do Galeão, olhei para onde era a nossa antiga sala de descanso e reserva, embaixo do nosso antigo DO e um amigo chamou a atençao para o que tinha dentro da sala, e que pudemos ver atravez dos vidros sujos e empoeirados: eram as nossas malas, uniformes, quepes, blaizers, gravatas...
Tudo aberto, jogado, amassado, exposto.... malas arrombadas, com os nossos nomes...
Evidentemente, tudo isso é passado, são coisas materiais que não nos pertence mais.
Porem, simbolicamente, aquilo tudo significou todo o descaso e tudo aquilo que o trabalhador realmente é, para esse governo corrupto e imoral: não somos nada.
Todas os nossos sonhos, as nossas esperanças, o nosso futuro, as nossas vidas estavam simbolicamente alí, representada por aquele monte de camisas e gravatas e blaizers, quepes... tudo amassado, largado, sujo. esquecido.
Como disse minha amiga Anna Dias, postando na minha foto no flickr:
"Lembra da foto que coloquei no meu flick? ...Pois é...tanta criança estudando em escola que não tem cadeira, papel....tanta gente sofrendo em Santa Catarina...e se ver essas imagens!!! Dá ódio! Sem falar nessa morte nojenta que planejaram para a Varig...aí eu choro! Que pais é esse? Que gente é essa? To em tons pastéis... "
Que gente é essa?
(em tempo, ainda tem muita gente desempregada, os velhinhos aposentados do AERUS estao passando fome, sem dinheiro pros remedios, pros médicos, plano de saude, comida... O que será que a companheira Dilma tem a dizer sobre isso ? Até quando ? )
Emfim o 767.


Ontem fui no Galeão pra fazer a ultima fase da minha habilitação do B767. A primeira fase é o ground school, onde a ANAC estabelece que para o comissario habilitar um determinado equipamento (avião, no caso) tenha X horas de ground school e depois, 0 que seria a segunda fase, uma prática dentro do avião a ser habilitado, junto com um funcionário da empresa, credenciado pela ANAC - os INSPACs. Ou seja, mostrar que a gente sabe abrir e fechar as portas do avião e a localizaçao dos equipamentos de segurança que estao a bordo.
Muito bem. Pra isso, tive que ir ao Galeão, onde os B767 da TAM estão parados, aguardando o vôo da noite para Miami e Nova York.
E quando se fala em Galeão, obviamente falo em INFRAERO também.
E a INFRAERO fez o possivel e o impossivel pra dificultar o nosso acesso na pista do Galeão. Cheguei lá as 9 da manha e só conseguimos entrar no avião por volta de 13 horas.
Eram tantas as burocracias, tanto credenciamento, tanta foto...
Acho que estavam querendo mostrar serviço.
Então, acho que em fevereiro começo uma nova fase na empresa, voltando aos voos internacionais.
Assim espero.
Sobre as fotos ai de cima: eu, marcia e fernando, chegando no aviao, já dentro do aeroporto, depois de quase 5 horas de espera. viva a infraero.
a segunda foto, meus amigos da varig, já dentro do 767, depois do check com o instrutor. revivendo momentos maravilhosos da nossa antiga aviação.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
My favorite things.
Oscar Hammerstein II and Richard Rodgers
Raindrops on roses and whiskers on kittens;Bright copper kettles and warm woolen mittens;
Brown paper packages tied up with strings;
These are a few of my favorite things.
Cream-colored ponies and crisp apple strudels;
Doorbells and sleigh bells and schnitzel with noodles;
Wild geese that fly with the moon on their wings;
These are a few of my favorite things.
Girls in white dresses with blue satin sashes;
Snowflakes that stay on my nose and eyelashes;
Silver-white winters that melt into springs;
These are a few of my favorite things.
When the dog bites,
When the bee stings,
When I'm feeling sad,
I simply remember my favorite things,
And then I don't feel so bad.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
domingo, 7 de dezembro de 2008
Fritz.

Fritz.
Meu gato-vaquinha.
Ele apareceu na oficina do Julinho, quando eu morava no Leblon, a muito tempo atras. Mais de 20 anos com certeza. Ele era miudinho, igual a Gata. Só que vaquinha.
Era só orelha, daí o primeiro nome dele foi Morceguinho. Foi a Tati quem deu esse nome.
E Fritz foi adotado como membro da familia por que tinha que ser. Era um gato especial, como todos os gatos que aparecem na vida da gente. Simpático mas nem tanto, como todos os gatos.
Na verdade ele nao era muito sociavel, era na dele.
Crescendo e aparecendo.
E Fritz cresceu junto com a gente, cresceu junto com o Gustavo, o Guilherme, a Isabela, o Alexandre... e foi envelhecendo junto com todos nós... e testemunhando todas as mudanças das nossas vidas. Sempre na dele. E morou no Leblon, depois se mudou pra Barra, foi vizinho da Lenora, invadia o apartamento da vizinha, passando pela varanda... e dormia na cristaleira da sala dela.
Depois ele se mudou pro Santa Monica, junto com todos nós. Foi o pai da Isadora, viu ela crescer e colocou suas marcas de dono do apê, como todo gato mais velho e claro, ele chegou primeiro, era o dono do pedaço. Viu o Igor chegar e crescer... foi seu companheiro e amigo.
Dormia na minha mala de vôo, descansava no fax... comeu caviar, salmão defumado... e adotou minha mãe como segunda dona.
Um passeio por Saint Tropez
Um dia, ele caiu da janela e foi parar direto no estacionamento do prédio. Escolheu o primeiro carro que ele viu e entrou dentro do motor. O carro, que nao era do prédio, nao demorou a sair e levar o Fritz pra um passeio inusitado: ele andou pela barra da tijuca inteira, e foi parar no condominio St Tropez, perto do Downtown. A historia de como descobri ele lá, um dia eu conto.
E ele ficou por lá por uma semana, mais ou menos.
Foi encontrado e levado de volta pra casa, Santa Monica. Tomou um banho de chuveiro, descansou e comeu. Se recuperou logo pra outras quedas que vieram a seguir.
Fiel sim.
Quando minha mãe teve uma parada cardio-respiratória em casa, ele percebeu a gravidade e não saiu de perto dela por nenhum minuto.
Enquanto os médicos faziam procedimentos, ele vigiava atento, do travesseiro, proximo a cabeça da minha mãe. Ele nao entendia o que faziam com ela, e claro, devia estar preocupado por que aquele movimento todo nao era normal na rotina dele.
Acho que nesse momento, ele adotou minha mãe. E não desgrudava mais dela, por que eu nao tava mais morando lá.
E havia uma cumplicidade, claro. Minha mãe entendia todo e qualquer miado. Sabia quando era comida, agua ou pra trocar o jornal. Tomava sol, caçava passarinhos de longe. E tomava conta da minha mãe.
Envelhecendo
Como todo mundo, envelhecer nao é uma tarefa fácil. Principalmente quando se é gato. Acho que o gato nao percebe que esta envelhecendo.
Existem tarefas fáceis de fazer, mas que ficam complicadas quando se perde mobilidade e agilidade. E isso começou acontecer logo, ele nao conseguia mais passar pela varanda e caía lá em baixo (era segundo andar) com muita frequencia. Tanto que minha mãe mandou colocar uma tela pra ele nao passar mais. E nao cair mais.
Subir na pia, beber agua... ficou dificil tambem e as vezes uma ajudazinha era necessaria.
Até que ele caiu pela ultima vez. E quando minha mãe se recuperava de uma cirurgia do fêmur. Resultado: uma fratura na bacia, tirou ele de circuito pra sempre. Fim de uma era de passeios e quedas. E ficou de repouso por muito tempo e nunca mais andou como antes.
Ele está nos deixando
E ele começou a ficar mais quieto, menos participativo... nao dava mais bola pros cachorros, só queria ficar deitado na poltrona e começou a se despedir da gente daquele jeito... quieto e silencioso.
Faz alguns dias que a despedida ficou mais evidente.
Mais frágil, magro pele-e-osso, nao come mais e bebe agua ou leite com muita dificuldade.
Fica deitado, quietinho na poltrona de sempre. Respira insistente, acho que nao sente dores.
Companheiro da minha mãe, ele está nos deixando.
Eu sei que tem céu de gato e de cachorro. E com certeza deve ser muito divertido lá.
Não sei se eles voltam.
O importante é que ficou com a gente esses anos todos, deu muita alegria, foi meu companheiro, companheiro da minha mãe, participou das nossas vidas.
Vou ficar com saudade de voce, Fritz.
Não vou esquecer de voce nunca.
sábado, 29 de novembro de 2008
Tá só o pó.
Gata passa a noite acordada, correndo pela casa, arrasando com a minha tela da varanda... correndo atras do Igor, mordendo as suas pernas fraquinhas... depois corre pro meu quarto, morde meu pé, meu nariz, agarra minha mão e morde, arranha... depois corre pra sala, sobe na tela da varanda, pula na maquina de lavar, morde o Igor... aí de dia, ela fica assim... só o pó.
Salvador
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
A volta pra casa.
A volta pra casa é um dos melhores momentos da minha vida ultimamente. Significa que vou entrar no meu apartamento, olhar a sala, ver as minhas coisas, ser recebido pelo IGOR com todos os gritos e ataques que ele dá, vou levar uma surra e multiplas unhadas carinhosas de Gata, vou abrir a porta do meu quarto e entrar e finalmente, tomar um bom banho e colocar minha camiseta, meu short... vou poder ligar meu computador e ficar até a hora que eu quiser... vou poder ia a academia, ver minha mãe, assistir meus programas de tv favoritos, falar com meus amigos, estar com meus amigos, planejar nem que seja um unico e maravilhoso dia/noite com eles.
Voltar pra casa é poder ler meus livros, olhar as minhas fotos, pensar na minha vida, fazer planos pro futuro, desenhar e ouvir música. As minhas músicas.
Voltar pra casa significa tomar chopp no Jobi com a Jussara, o Julinho e o Gustavo. Significa encontrar com a Marida Lenora e fazer um update muito engraçado dos ultimos 7 ou 14 dias.
Voltar pra minha casa, significa olhar pra minha varanda e ver as minhas plantas, fazer meu macarrão com meu molho mais gostoso... caminhar pelo condominio, levar o Igor pra fazer xixi de madrugada, ver a Pedra da Gávea no meu caminho... pegar meu carro e ir até a praia, pegar a bike e sair por ai, sem rumo.
Voltar pra casa significa que o meu trabalho foi feito, bem feito. E significa tambem, que mesmo que seja por pouco tempo, mesmo que seja voltando pro trabalho, eu sei que vou voltar novamente.
Eu adoro o cheiro da minha casa.
Eu adoro as cores da minha casa.
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Arco Iris na Barra da Tijuca

É isso mesmo. Foi um dia que choveu baldes. Fui no Centro Empresarial do Barrashoping e na saida, vi esse arco iris formado e nao resisti.
O tempo doido esse. Uma chuva do capeta e depois o sol abre, o céu fica azul... mas nao por muito tempo. Foi só pra fazer esse arco iris e deixar a gente um cadinho mais contente.
sábado, 15 de novembro de 2008
A Natureza dá o troco.
Recife.
O hotel é em Piedade, uma continuação da praia de Boa Viagem, mais ao sul.
A faixa de areia entre o hotel e a praia ficou em torno de uns parcos 5 metros ou menos na extensão da praia.
Na primeira foto, tem a faixa de areia e os recifes (ou arrecifes) e foi tirada por volta de meio dia. No final da tarde, o mar avança sem dó nem piedade (rsrsr) e enfrenta as pedras que foram colocadas justamente como proteçao contra a violencia das ondas, proximo aos prédios da orla - inclusive o proprio hotel.
É a natureza dando o troco e avisando que o bicho vai pegar.
Se cuida.
Porto Alegre, com o Gustavo Peres
"Majestic Hotel. Tem histórias e fantasmas ótimos...depois empresto o livro que conta. Acabou seus dias como hotel tendo um único hóspede durante anos: o MQ. Mas isso dá p/ sentir lá, não dá?"
Já eram 6 da tarde quando finalmente decidimos aonde nos encontrar e que horas. Adorei a ideia de conhecer a Casa de Cultura.
Eu nao conhecia o lugar e na verdade em Porto Alegre dificilmente saio por que nunca chego a ficar mais de 12 horas... geralmente chego muito cansado.
Saí do hotel por volta de 7 da noite e fui caminhando pela Rua da Praia até chegar na Feira do Livro. Aproveitei pra dar uma olhada nos livros, até pra fazer uma hora pra encontrar o Gustavo. É bem perto do hotel e ia chegar muito mais cedo que ele. Aproveitei de dei uma olhada na feira, que alias vai ser minha proxima programaçao em Porto Alegre.
Quando encontrei com o Gustavo, subimos até o ultimo andar, onde funciona um Café super simpático.
Conversamos muito, me contou da Cataluña e viajei no seu caderno de desenhos. Fique sabendo mais da sua história e contei mais sobre a minha.
Nos arrepiamos quando falamos do Rio de Janeiro e do estilo de vida dos cariocas, nos emocionamos quando falamos dos nossos planos, do futuro, dos amigos, dos nossos pais, do nosso passado.
Falamos sobre os nossos amores, as viagens, nossos trabalhos... concordamos e discordamos.
O cenário foi um fim de tarde em Porto Alegre, inicio da noite e musicas perfeitas.
Foi muito bom encontrar o Gustavo, que eu nao via a muito tempo.
É tão bom a gente poder abraçar nossos amigos e dizer pra eles o quanto eles são importantes pra vida da gente... E foi delicioso tambem poder dizer pra ele que foi muito bom reencontrá-lo, o quanto ele é querido... e como eu gosto do trabalho dele!
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
domingo, 9 de novembro de 2008
Fernanda e Gustavo.

Gustavo é meu sobrinho. Ele vai casar com a Fernanda no final do ano que vem. Hoje fomos ao casamento do Hamed, meu primo e em meio a festa do casamento, a Fernanda e o Gustavo me convidaram pra ser padrinho de casamento deles.
Na hora eu nao soube muito o que dizer. Nunca fui convidado pra ser padrinho e a minha primeira reação foi nao acreditar, achava que eles estavam de sacanagem comigo. Eu, padrinho ?
O convite veio no meio de uma festa de casamento, portanto, eu tava no clima mesmo e fiquei muito feliz com o convite deles.
Puxa, ser padrinho de casamento do meu sobrinho...
To feliz da vida por que to me achando mega importante.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
terça-feira, 4 de novembro de 2008

Aí ela escala, mas o buraco da tela é mais embaixo e ela sobe e depois desce.
Quando ela desce, ela se depara com o buraco (sempre, mas pra ela é sempre uma surpresa, aquele buraco. vai entender) e ai ela passa primeiro a cabeça, depois as patas da frente, depois o corpo e pronto. Livre!
Eis que ela descobre que a poucos passos da tela mosquiteira, tem uma jardineira gigante, que fica do lado de fora da varanda. E nessa jardineira tem uma salada maravilhosa. Salada du Chef.
Gracias, Gata.
Fly me to the moon, please.
Mas com a Diana Krall é lindo tambem. Com o Sinatra idem.
Vale a pena ouvir/ver.
Beijos pra voces.
Boa noite que eu vou dormir que tá tarde a beça e eu to mega gripado.
Alias, agradeçam a minha gripe, por que se nao fosse ela, nao ia colocar esses posts todos.
Por que a gente gostava tanto?
Então, eu tava fuçando uns vídeos e acabei achando esse aqui.
Foram vinte anos trabalhando na Varig e tudo na minha vida acaba se associando a empresa. Minha juventude foi praticamente a bordo dos aviões da Varig, fiz muitos amigos (hoje eu considero a minha segunda família), conheci vários lugares bacanas, fiz muitas amizades por conta das viagens e dos voos, alguns passageiros são meus amigos até hoje... e por aí vai.
Não adianta, faz parte da minha vida e pronto, não vou esquecer nunca.
Pra quem não sabe, trabalhei na Varig de 1986 até o dia que ela acabou, em 2006. Vinte anos.
Fui comissário de bordo da Varig e isso pra mim é sim motivo de orgulho.
Ponto parágrafo. Na outra linha... como diria minha professora de Linguagem, dona Benílde.
Vinícius de Morais...
Sendo assim, ele tem que estar aqui também.
Pra entender o que vem depois.

Faço dele as minhas palavras. E ai dá pra entender os posts abaixo.
Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos...
Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido... Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre...
Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nos e-mails trocados...
Podemos nos telefonar... conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar... meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo...
Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!
A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos...
Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado... E nos perderemos no tempo...
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores... mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!!!
vinicius de moraisMarida, Lenora.


Lenora, minha marida:
Hoje falamos um pouco pelo telefone. E nos falamos sempre e sempre e toda hora.
Um dia, a porta da casa da Lenora se abriu pra mim e pra minha familia. E aos poucos a gente começou a fazer aquela familia ideal, saca? Aqueles que a gente escolhe pra ser da nossa familia pra sempre.
Aí, a gente se encontrou acho que de outras encadernaçoes mesmo, nao tem muita explicaçao. Ou tem, sei lá. Tambem nem precisa. O que precisa é isso que ta bom assim mesmo. A gente é amigo, ou mais que amigo. Somos marido e marida. Aquele casamento que dá mega certo.
Somos amigos de entrar pela casa a dentro e abrir a geladeira na hora da deprê, e acordar de manha e entrar de pijama e sentar tomar café com pão e manteiga, contando o que aconteceu na noite anterior, os planos, rir pra variar.
Somos amigos de sair pra caminhar na praia e tomar agua de coco, e a gente nem precisa ir pra Paris ou pra Noviórque pra andar na rua e fazer de conta que a gente tá sempre feliz por que a gente tá sempre rindo, até mesmo das coisas mais sérias.
E a gente toma sol, e caminha na praia, e senta e toma agua de coco.... E a gente pega um avião e vai parar em Copenhagen na terra do Conor, e a gente vai na boite, no almoço do Lars, pegamos o trem e vamos dar um pulinho lá na Suécia... E depois a gente vai pra Salvador e eu carrego a Iemanjá que ela comprou... quase do meu tamanho... e vamos na loja de artigos de candomblé e vejo a Lenora/Marida desfilar com miçangas e guias dos mais variados orixás, como se ela estivesse na Daslú, comprando as mais finas bijuterias, e claro, caimos na gargalhada por que só ela é capaz disso, pode crer.
E vamos ao cinema pra ver filme triste, alegre e nao importa: na saida a gente ri mais um pouco das nossas proprias desgraças, trombamos com vasos de plantas, com portas de vidro, nos distraimos com a nossa alegria.
Depois vamos na casa dela, pra rir mais um pouco e chorar um tantão, e tomar os melhores vinhos que descansam gloriosos naquela geladeira que ela trouxe de taxi, mais um motivo pra gente rir dessas histórias.
E depois ela vai gritar pelo meu Aerus e pela Varig, solidária como toda marida deve ser, por que ela quer gritar por mim, por que ela vai gritar por mim, como gritaria sempre por todos que ela ama. Eu sei que ela me ama por tudo isso e por mais um pouco: fico desempregado mas A VIDA continuou pra gente nao esquecer de que apesar de tudo estamos bem vivos, e depois arrumo emprego novo e Lenora/Marida feliz da vida como se dela fosse a conquista do emprego novo aos 45 anos... e ela vai na minha formatura na TAM, e toma champagne comigo confirmando aquilo que a gente sempre vai ser pro resto da vida. Não grita comigo! Eu nao to gritando! Entao me escuta pra variar... e levo e sempre levarei ela de pé quebrado pra Lisboa, carrego ela no colo até o saguão do hotel... e essas historias sao tao recentes... E choramos juntos cada vez que um dos nossos se vai. E estamos sempre juntos.
Pra sempre. Minha GC RIP.
Entendeu ?
assembléia geral...

Então, como eu ia dizendo...
Tenho amigos de muitos anos. Muitos anos mesmo. Coisa de 20 anos e tal.
Hoje mesmo comentei com um amigo que minhas amizades são assim, de muitos anos. Nem precisa ser 20 mas muitos anos.
Domingo fizemos uma Assembleia Geral. Sempre fazemos uma quando a gente fica muito tempo sem se ver. Coisa de colocar os assuntos (hic!) em dia. E claro, muitos chopis.
E sempre dá o maior pé, por que a conversa flui e a gente coloca os assuntos em dia.
Vou colar aqui o que Vinicius de Morais disse sobre os amigos e a amizade:
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
Falou e disse.(na foto: eu, fabrício, conor, jussara, gustavo e julinho. faltou a marida. mas vou fazer um post só pra ela.)



