terça-feira, 16 de junho de 2009

FÉRIAS ARE OVER, MY PEOPLE


Como diria minha mãe, "não há mal que sempre dure e nem há bem que nunca se acabe..."
Foram 30 dias de reposição do sono. É verdade. Esse ano que passou, fiquei acordando as 2, 3, 4 e 5 da manhã. Aproveitei e coloquei meu sono em dia, acordava na hora que o sono acabava.
Fiz tudo o que eu queria, terapia, academia, bebidinhas, cozinhei, passeei com o Igor, fotografei a Gata, encontrei meus amigos Eduardo e Claudia Porto que nao via a 40 anos, atualizei o blog (não da maneira que eu queria) arrumei minha casa... Falta ainda muita coisa pra fazer. Tinha que visitar a minha amiga Nina Kern, o Assis... Mas vou fazer isso ainda esse mes.
Férias.
Eu me lembro na época da escola, férias significava ir pra Cabo Frio ou ir pra São Paulo. Depois, férias eram passeios maravilhosos em Campos do Jordão (aliás, nao consegui ir. vou trocar meu carro e vou. prometo). Depois que eu comecei a voar, férias eram Nova York, Miami e muitas vezes a Copenhagen. Agora, férias é = ficar quieto na minha casa, cuidando de mim, descansando.
Tenho certeza que vai chegar uma hora que vou poder ir a Cabo Frio, a Campos do Jordão, Nova York e Copenhagen sem ter que esperar pelos 30 dias.
Quero estar vivo pra isso.
(por falar nisso, cade meu dinheiro da Varig, heim?)

segunda-feira, 15 de junho de 2009

GATA TÁ NAQUELES DIAS. Bad mood mode [on]



Não sei o que deu nela hoje. Tava especialmente braba. Até parece que as férias DELA é que estão acabando. Muito mal humorada. Ela deve ter os motivos dela. Vai saber. Um gênio do cão.
Espero que amanha ela acorde mais humoradinha e menos arranhativa.
E quando ela fica mau humorada agora ela fica assim, dormindo com a cara no lençol, pra nao ver nada e ninguem.
Só não pode roubar meu rivotril. Aí a gente briga de igual pra igual.

FRIDA NO CAPUZ


Frida ficou no meu capuz do casaco um bom tempo, mas depois, como está adolescendo, nao quis mais ficar fazendo gracinhas ou atitudes infantis como ficar no capuz do meu casaco por ex.
Mas ficou engraçado. Ela até gostou. Eu gostei até a hora que ela deu ataque e claro, nao consegui registrar.

COLETIVA DE IMPRENSA DA MARIDA




Lenora em mais uma coletiva de imprensa no lanche de domingo.
Tópicos mais variados. Dessa vez era sobre o acidente do AF447, Casamento e Igreja, Fibromialgias... e outros assuntos igualmente relevantes.
Um aprendizado!
E claro, dessa vez com a assessoria do Julinho para assuntos mais sérios.

DOMINGO, DIA DAS MÃES. E DIA DE LANCHE.

isabella e minha mãe

Hoje é domingo e domingo é sempre dia das mães, pelo menos na casa da minha.
As negociações começam cedo. Quem leva a coca zero, os pãezinhos são de que padaria, um bolo, cachorro quente, mais coca cola, mais pão...
E nada de entrar numa de dieta ou qq coisa que remeta a possivel ideia de comer pouquinho. É tudo muito. E espero que seja assim durante muito tempo.
E rola de um tudo. Lenora (marida) fazendo a sua costumeira coletiva de imprensa - o tema era a mídia, o acidente do AF447, casamento do Gustavo...
A gata da minha mãe adolescendo e mostrando as garras, o cachorro numa fúria sexual com as pernas do Rogério, Julinho e os segredos do Fashion Week... ou seja, assunto pra muitas risadas e risadas muito boas, pra lembrar sempre como é bom passar um domingo em família.





CHOPP E FRANGUINHO


Povo de Curicica!
Então, depois do assassinato do ex-vereador (esse status me lembra ex-BBB) aqui no condomínio, passamos de condominio de classe média da zona oeste para Condomínio de Luxo na Barra da Tijuca.
E como bom condominio de lusho, o nosso shópen BOMBAAA! E claro, estamos sempre prestigiando os colegues todos da nossa comunidade.
E rola um franguinho na brasa que é uma delícia. Com um chopis bem honesto e mega ultra gelado.
Hoje, domigão, não tivemos dúvida: colocamos nossa Rider, puxamos nossa carteira-capanga e nos atracamos com o maravilhoso franguinho com chopis.
Nas fotos só rolava o chopis, por que domingão, jogo do flamengo... o restaurante bombava e o nosso frango só chegou quase meia hora e alguns chopis depois.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Jhullya


Quanda JHULLYA crescer vai repaginar esse bonito nome que seus phays dheram prah ellah.

ANIVERSARIO DA MARIDA.


Parabéns, Lenora.
aniversario da lenora, upload feito originalmente por Beto Sandall.

Mais um ano, né marida.
A gente passa por cada uma... e ainda tem força pra rir, nem que seja de uma linguada na vela cheia de goiaba do bolo.
é o minimo que a gente pode fazer.

A comemoraçao foi na casa do Cezar Bastos e do Jorginho. Estavam alem de nos, a Lorena, minha filhota querida e o Vagner. Além dos gatos do Cezar, claro.

e quero comemorar sempre o teu aniversario assim, desse jeito.
com muita risada e muito bolo gostoso.
parabéns, marida!
beijos

sábado, 6 de junho de 2009

vista do apartamento


vista do apartamento, upload feito originalmente por Beto Sandall.

Essa é a vista do apartamento do Gustavo. Hoje fez um dia lindo, aproveitei pra correr e fazer coisas em casa.
Eu adorei a vista.
Dá pra ver o projac... Sol da manhã... até o Mundial de Curicica dá pra ver lá no fundo.

vai ter sopa de abóbora...


vai ter sopa de abóbora..., upload feito originalmente por Beto Sandall.

Ontem eu fui no mercado e nao resisti e comprei dois pedaços gigantes de abobora. Pra fazer sopa, claro. E ai sobrou mais abobora e vou fazer um doce.
Vai ser o fesrtival da abóbora.
Quem provou conhece.

arquitetos


Fernanda e eu...
arquitetos, upload feito originalmente por Beto Sandall.

Hoje de manhã fui me encontrar com os meninos (meninos?) no apartamento que eles compraram, aqui pertinho de mim.
E é tão gostoso ver os dois fazendo planos, redesenhando o apartamento... aqui vai ser uma estante, aqui a geladeira, o arcondicionando fica aqui, é melhor uma cortina assim....
E convencer a Fernanda que o apartamento, apesar de pequeno é muito bom... vai ficar lindo por que eles tem bom gosto e vai dar tudo certo.
Vai ser bom te-los como vizinhos.

Fuga No. 2 - Mutantes

Eu fico tão contente de poder pertencer a uma geração que teve o privilégio de ter participado de um período tão, mas tão rico de autores, cantores, compositores... enfim, a MPB era com B maiúsculo e essa musica em especial, me lembrou minha adolescencia.
Dá licença pra eu sentir saudade?
Toma a letra.

Hoje eu vou fugir de casa
Vou levar a mala cheia de ilusão
Vou deixar alguma coisa velha
Esparramada toda pelo chão
Vou correr num automóvel
Enorme, forte, a sorte, a morte a esperar
Vultos altos e baixos
Que me assustavam só em olhar

Pra onde eu vou, ah
Pra onde eu vou, venha também
Pra onde eu vou, venha também
Pra onde eu vou

Faróis altos e baixos
Que me fotografam a me procurar
Dois olhos de mercúrio
Iluminam meus passos a me espionar
O sinal está vermelho
E os carros vão passando
E eu ando, ando, ando...
Minha roupa atravessa
E me leva pela mão
Do chão, do chão, do chão...

Pra onde eu vou, ah
Pra onde eu vou, venha também
Pra onde eu vou, venha também
Pra onde eu vou

Coluna da Cora Rónai, ontem 5/6/09

Uma crônica emocionante, verdadeira. Peço licença pra Cora, pra poder colocar aqui e todos os meus amigos e amigos do meu blog possam ler.

O vôo 447 e a tristeza de todos nós

Escrevo a coluna na segunda-feira. É uma rotina: vou dormir domingo arrumando mentalmente as idéias que surgiram ao longo da semana e, no dia seguinte, me entendo com a que pareceu mais interessante. No domingo passado pensei numas histórias que ouvi, numas nojeiras políticas que têm me tirado a esportiva (qual é a novidade?), na impossibilidade de arrumar os livros e na semelhança entre o escritório e alcachofra. A segunda, porém, cancelou todos os planos. Como é que se pode escrever quando um avião some só assim, no meio do Atlântico?

O dia ficou suspenso e triste. Por onde andei as pessoas estavam abaladas, mesmo aquelas que jamais voaram, esperando as explicações que provavelmente nunca teremos. Além de sair logo ali do Galeão, levando amigos, vizinhos, conhecidos ou conhecidos de conhecidos, um vôo Rio-Paris é sempre um sonho, e ninguém se conforma quando sonhos viram pesadelos.

Sim, é verdade que qualquer um de nós corre mais riscos de ser atropelado, de ser vítima de bala perdida ou de desastre de carro -- mas, como observa o Millôr, avião é o único meio de transporte em que se tem mau pressentimento. Viajamos de carro como se nada fosse, ficamos perfeitamente à vontade em trens e a nossa maior preocupação, quando pegamos barca ou navio, é se vamos ou não enjoar.

Quando um avião cai, desafia o engenho humano que venceu a gravidade e as leis da natureza, pondo pessoas num espaço que, durante milhões de anos, foi reserva exclusiva de aves e nuvens. Os outros meios de transporte apenas ampliam a nossa capacidade de percorrer distâncias em elementos que nos são familiares; mas quem disse que podíamos voar impunemente?

Não me recordo de desastre marítimo ou ferroviário em que familiares das vítimas se lembrassem de premonições. A queda de um avião, porém, é tão traumática, que os menores gestos viram vaticínios. Ouvimos admirados as coincidências e, no fundo, nos sentimos reconfortados, porque seria bom acreditar que temos algum poder sobre o destino.

* * *

Alguns amigos me ligaram para falar do acidente. Pessoas com quem precisei conversar sobre os assuntos mais diversos acabaram falando sobre o acidente. A manicure falou sobre o acidente, o rapaz que veio consertar a máquina de lavar falou sobre o acidente, os porteiros falaram sobre o acidente. Da noite para o dia, viramos todos especialistas em aviação, o que é compreensível: diante de um horror tão inexplicável, precisamos exorcizar as emoções e, se possível, encontrar uma razão que nos sossegue.

Na segunda à tarde, a turma da internet já falava em gaiola de Faraday com total intimidade, mais ou menos como a turma do botequim fala em escanteio. Precisei recorrer ao Google para descobrir que essa gaiola foi uma experiência de Michael Faraday (1791-1867) para demonstrar que condutores carregados ficam eletrificados apenas na superfície.

No blog, discutiam-se causas possíveis e impossíveis, a velocidade com que o avião desapareceu, a ausência de comunicação. Na terça-feira à noite, a Adriana, que é controladora de vôo, escreveu o seguinte:

-- É como se a tripulação tivesse sido colhida no meio dos seus afazeres, sem tempo para nada... Lembra das pessoas petrificadas pelo Vesúvio, em Pompéia?

E meu amigo Beto Sandall, comissário, explicou porque, apesar de tudo, gosta tanto do seu trabalho:

-- Quando a gente vislumbra a profissão de voar, vem junto uma sensação estranha de liberdade e de plenitude. Alcançamos as alturas, voamos como os pássaros e, livres como eles, somos também frágeis e impotentes. O amor por voar, porém, sempre fala mais alto.

* * *

Pensei muito nos passageiros e, principalmente, na tripulação do vôo 443, que saiu do Rio para Paris na segunda-feira à tarde. Que sentimento horrível, refazer a rota de um avião que acabou de desaparecer! Como é que se pode agir com naturalidade nessas circunstâncias? Como é que se faz de conta que está tudo bem, quando se sabe que todos a bordo estão pensando na mesma coisa pavorosa e impronunciável?

* * *

Detesto aeroportos e as burocracias de viagem, mas adoro aviões. Gosto sobretudo das primeiras horas do vôo, quando relaxo do estresse do embarque e fico só com um livro, umas comidinhas e a felicidade de saber que ninguém vai me interromper, que o telefone não vai tocar, e que, até aterrissarmos, nada, rigorosamente nada, será responsabilidade minha. Mais tarde, é claro, vêm a falta de posição na poltrona (por maior que ela seja) e a sensação de que o tempo não passa. Uma vez eu ainda estava acordada quando o avião passou ao lado de uma tempestade de raios. Foi um dos espetáculos mais bonitos que já vi, e em nenhum momento me pareceu algo perigoso. Às vezes, a ignorância é uma benção.

(O Globo, Segundo Caderno, 4.6.2009)

sexta-feira, 5 de junho de 2009

40 ANOS DEPOIS


Eduardo Paquet, Claudia Porto e eu


Ontem foi um dia especial pra mim. Me encontrei com meus amigos de infância, Eduardo e Claudia.
O Devassa de ipanema foi o cenário desse encontro tão legal.
Eram tantas as histórias! Tanta coisa pra contar, colocar em dia... que nao deu tempo pra falar tudo que a gente tinha que falar.
Ouvir as histórias do Eduardo... os desenhos da Claudia... falar sobre a gente, das nossas vidas, das nossas experiencias, nossas profissões, nossas familias... O mais gostoso foi relembrar o nosso tempo na escola, as historias engraçadas, relembrar fatos, as pessoas... enfim, foi muito gostoso.
To torcendo pra que apareça o resto da turma, ia ser bárbaro encontrar todo mundo e quem sabe, fazer um foto igual aquela, que tiramos no pátio da escola.

05/06/2009, upload feito originalmente por Beto Sandall.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

direto do tunel do tempo

hoje a tarde vou me encontrar com dois amigos da época do primário. sim, primário.
e o mais gostoso de tudo: nao nos vemos a mais de 40 anos.

vou colocar as fotos aqui depois, por que nao vou perder a chance fotografar esse evento. ah, nao vou mesmo.

40 anos.
vejo as fotos da Claudia Porto e do Eduardo, pra mim eles estao exatamente iguais, desde a ultima vez que a gente se viu. E eu nem lembro quando e como foi isso.

A gente estudava no Curso Infantil, da D. Eva Levy, uma francesa que veio pro Brasil e criou essa escola com métodos bem avançados pra época. A turma era pequena mas era praticamente a mesma desde o primeiro ano primario. Estudei lá de 1966 até 1970.

A expectativa é de ouvir as histórias... e poder relembrar uma época onde tudo era muito diferente.

Vai ser uma volta ao passado, inevitável. Aguenta coraçao, viu.

Vou lá e já volto.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Communiqué n 7


Paris, 01 juin 2009 - 23h28 heure locale

Communiqué N° 7

Personnel navigant technique

Commandant de bord :

  • Nationalité française
  • 58 ans
  • Entré à la compagnie en 1988
  • Qualifié sur Airbus A330/A340 en février 2007
  • 11 000 heures de vol dont 1 700 sur Airbus A330/A340

2 officiers pilotes de ligne (copilotes) :

  • Nationalité française
  • 37 ans et 32 ans
  • Entrés à la compagnie en 1999 et 2004
  • Qualifiés sur Airbus A330/A340 en avril 2002 et en juin 2008
  • 6 600 heures de vol dont 2 600 sur Airbus A330/A340
  • 3 000 heures de vol dont 800 sur Airbus A330/A340

Personnel navigant commercial

Chef de cabine principal :

  • Nationalité française
  • 49 ans
  • Entré à la compagnie en 1985

2 chefs de cabine :

  • Nationalité française
  • 54 et 46 ans
  • Entrés à la compagnie en 1981 et en 1989

6 hôtesses et stewards

  • 5 de nationalité française et 1 de nationalité brésilienne
  • Entre 24 et 44 ans
  • Entrés à la compagnie entre 1996 et 2007

Pra fazer o resto do dia mais leve...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Depois do elevador, o avião é o meio de transporte mais seguro que existe. Acreditem!

Hoje acordei com uma mensagem do Rogério no meu celular, que dizia que um avião da AirFrance tinha caido no Atlantico.
Como eu tinha tomado um remédio mega poderoso pra minha dor na coluna, custei a acreditar no que eu tava lendo.

Me lembrei que logo quando entrei na Varig, recebi um telefonema de uma colega dizendo que o Abdjan tinha caído. Eu logo imaginei que o voo nao iria sair mais na nossa escala, ou coisa do gênero. Mas não tinha realizado que o avião tinha caído. E era o avião que eu voava e o voo que eu fazia! Até cair a ficha demorou um pouco.

Lembro da minha mãe me dizendo que na época dela, os DC-3 caíam na pista de congonhas que nem tomate podre...

Desestruturou um pouco mas aos poucos eu fui entendendo melhor a aviação e ficando até mais seguro, a respeito das máquinas e dos pilotos.

Eu ainda sou daqueles que confia na máquina e no piloto. É como um mantra pra mim, a cada perrengue aéreo. Tenho que confiar neles. Tenho que confiar neles.

Aí caiu o avião do Garcez, depois o TAM em jabaquara, em seguida os ataques de 11 de setembro com todo o seu show-horror aéreo.
Mesmo assim, as coisas continuavam claras pra mim, e acredito que depois do elevador, o avião é o transporte aéreo mais seguro que tem. Acreditem, é mesmo!

Ai veio o tsunami Varig e fui parar na TAM. No ano que entrei na TAM, teve aquele horror que foi o A320 entrando no prédio e tudo que sabemos e que nem vale a pena lembrar aqui.

Hoje então, essa trajédia com o A330 da Air France.
O pouco que entendo do avião (sou habilitado nesse tipo de equipamento) é que ele tem vários localizadores e como todo equipamento Airbus, todos os sistemas são no minimo, em dobro.
Quer dizer, o sistema eletrico, os geradores, todos os equipamentos de tornam possivel a navegabilidade, são no minimo em dois, no caso de um pifar, tem sempre outro.
Um equipemento importante é o ELT, um sistema de localizador, que é acionado quando há um choque com o avião.
Naquela área onde possivelmente aconteceu o acidente, é um meio do nada, mas sempre monitorado pelos radares, brasileiros e tambem do Senegal, na África.
Isso sem falar que todos os equipamentos são monitorados em Tolouse na França.
Condiçoes meteorológicas, possivelmente. Mesmo assim, avioes como o A330 sao projetados pra enfrentar condiçoes adversas e severas... enfim, é esperar pra saber o que realmente aconteceu.

Muita luz pra todos os meus colegas que estavam lá, trabalhando.

Como diria Alice Klausz: "A Aviação é um banquete onde a gente nunca sabe quando vão servir a sobremesa."

AERUS


clicado pelo meu amigo e colega Paulo Resende

Que país é esse, meo deos...


Site Última Instância
27/05/2009 - 19h31
SEM SUCESSÃO
Dívidas trabalhistas de empresa em recuperação não são da compradora, diz STF

O plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) declarou nesta quarta-feira (27/5) a constitucionalidade de dispositivos da Lei de Recuperação Judicial que isentam as empresas compradoras do patrimônio de uma empresa em recuperação ou falência da responsabilidade por dívidas trabalhistas. Com a decisão, os ministros entenderam que não existe sucessão dos débitos.

Na prática, ao negarem uma Adin (ação direta de inconstitucionalidade) de autoria do PDT (Partido Democrático Trabalhista), o Supremo sinalizou que, por exemplo, no caso da Varig —o primeiro e mais lembrado caso de recuperação judicial no país—, a Gol não deve assumir os débitos trabalhistas da empresa.

O relator da ação, ministro Ricardo Lewandowski, afirmou que a Lei 11.101, de 2005, foi criada da necessidade de se preservar o setor produtivo e resultou de um amplo debate na sociedade com os setores envolvidos. Para ele, o fato de as compradoras não assumirem os débitos por sucessão não significa um prejuízo para os trabalhadores.

“A lei trouxe um aumento da garantia dos trabalhadores. Os valores utilizados na compra de partes das empresas ficam disponíveis ao juízo da recuperação e são utilizados prioritariamente para pagar as dívidas trabalhistas”, afirmou o relator, que foi acompanhado por todos os ministros presentes à sessão.

Lewandowski lembrou que os créditos trabalhistas não “desaparecem” pelo fato de não haver sucessão. “Quem sai ganhando são os trabalhadores, os primeiros na ordem de preferência de pagamento”, disse.

O relator ainda considerou a nova lei de falências “histórica” e destacou sua função de garantir a sobrevivência das empresas em dificuldade. A ministra Ellen Gracie destacou que a legislação tem o objetivo de preservar a produção e o nível de emprego no país.

Para Cezar Peluso, que acompanhou integralmente o relator, a lei seria “absolutamente inútil” se determinasse a sucessão integral das dívidas trabalhistas. Ele ressaltou que ninguém iria comprar uma empresa com débitos impossíveis de serem pagos.

A Lei 11.101/05 estabelece que na falência não há sucessão do adquirente em obrigações trabalhistas decorrentes de acidente de trabalho, tributárias ou de qualquer natureza quando ele adquire uma unidade produtiva da empresa falida.

O artigo 60 fala que a empresa que adquire uma unidade produtiva na recuperação judicial não sucede qualquer obrigação do adquirente, inclusive as tributárias.

O inciso II do artigo 141 define que “o objeto da alienação estará livre de qualquer ônus e não haverá sucessão do arrematante nas obrigações do devedor, inclusive as de natureza tributária, as derivadas da legislação do trabalho e as decorrentes de acidentes de trabalho”.

O plenário do Supremo também não viu inconstitucionalidade no artigo 83 da Lei de Recuperação, que limita a 150 salários mínimos o pagamento privilegiado dos créditos trabalhistas. De acordo com a ministra Ellen Gracie, o dispositivo permite o atendimento à grande maioria dos créditos, já que a média desses valores, informados pela Justiça do Trabalho, não ultrapassa os 10 salários mínimos.

A ação

A Adin 3934 foi ajuizada pelo PDT em 2007. Ela afirmava que nas hipóteses de alienação judicial, descritas nos artigos 60 e 141 da Lei 11.101/05, teria existido “descaso com a valoração do trabalho e a dignidade dos trabalhadores, na medida em que os eventuais arrematantes de empresas e seus ativos foram liberados de quaisquer ônus de natureza trabalhista”.

Além disso, o partido alegava a impossibilidade de norma infraconstitucional estabelecer formas de extinção de emprego, sem que o direito social e a dignidade do empregado sejam observados.

O partido dizia ter sido criada, por meio de lei ordinária, nova forma de extinção de emprego, sem garantias ao funcionário, o que, no entender do PDT, somente poderia ter sido feito por lei complementar.

Parecer da Procuradoria Geral da República já havia considerado os artigos constitucionais. Na análise do mérito da ação, o procurador-geral da República Antonio Fernando Souza entendeu que o fato de a norma prever que o adquirente não se responsabiliza pelas dívidas do alienante contradita a hipótese o pagamento do débito não será feito, já que, se não ocorrer a sucessão, ele permanece com quem o contraiu.

Segundo a PGR, a simples previsão de transmissão de tais obrigações a um possível adquirente, de outro lado, em nada impactaria nas supostas extinções de direitos trabalhistas ou de contratos de trabalho.