segunda-feira, 29 de junho de 2009

Brinquedo Novo N95 8GB


Brinquedo Novo N95 8GB, upload feito originalmente por Beto Sandall.

aí eu entrei na loja da tim pra saber se minha linha ainda estava fidelizada, por que eu queria fazer um upgrade do meu telefone e tal...
"- sua conta esta desfidelizada, o senhor ja pode trocar seu aparelho.... hummm.... que tal um Nokia N95 8GB ? sai de graça para o senhor...."
gostaram do brinquedinho ?
nada como DE GRAÇA pra fazer o diazinho da gente mais alegre.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

7 Ways to Annoy a Flight Attendant


Our anonymous flight attendant has worked for a well-known commercial airline for 12 years. She dishes on what irritates her most in passenger behavior.

Over the years, I've seen a pet on a passenger's lap, a pet tucked into a seatback pocket, and a pet loose in the aisle (I nearly hit one with my beverage cart). All of this is against federal regulations. People tell me how well-behaved their pet is, but they can't follow the rules themselves! Your pet must stay in its carrier while you're on the plane. Yes, even if you've paid a "pet-in-cabin" fee.

2. Shove your bag into the first bin you see and then walk to your seat in the back of the plane.

You think you're clever, I know. You expect to grab your bag on your way out of the plane, but you're selfishly inconveniencing others. I can't lie and say we flight attendants don't take some small satisfaction when we tell you, "We couldn't identify the bag's owner, so we sent it to cargo." It's a security issue, for real. Carry-ons need to stay near their owners! So don't look so shocked when we say, "The signs will direct you to baggage claim. You can pick up your bag there."

3. Think that because you're on an airplane you're off-duty as a parent.

Stop expecting us to have spare diapers, formula, medicine, toys, playing cards, or batteries for DVD players or Game Boys. It's an airplane, not a 7-11. Take your kid to the restroom before you board. Leave the dry cereal and Legos at home and bring snacks and toys for your kids that won't make a horrible mess.

4. Drag on an oversize bag that's too heavy for you to lift by yourself.

I won't be compensated for any injuries I might sustain if I heft your bag into the overhead compartment for you. (And other passengers shouldn't have to step up and take the risk either.) The guideline is simple: You pack it, you stack it. Try this at home as a test (and this is to you ladies, especially): After you've packed your bag, put on the shoes you plan to wear on the plane and see if you can lift your bag and place it on top of your refrigerator. You can't? Pay the fee and check the bag.

5. Gripe that you haven't been seated in a roomy exit-row seat.

The exit rows weren't created as a reward for people who are tall, overweight, or just plain nice. They were designed to help passengers get out of the plane in an emergency. The people seated in an exit row must be able to see and speak clearly, open the emergency door, and help others. I prefer to see uniformed military, firefighters, law-enforcement officers, or off-duty pilots and flight attendants sitting in those seats. While the gate agent may assign exit-row seats first, the flight attendant makes the final determination about who gets to sit in them. And the quality of our choices is one of the frequent concerns of Federal Aviation Administration officials when they audit airlines for safety practices. So please don't complain. I'm just doing my job.

6. Act like you don't know the meaning of the words "under the seat in front of you."

Someday I will be muttering "under the seat in front of you" in the old-age home for flight attendants. What is it that you don't understand? To be clear, items should not be stowed behind your calves, under your feet like a footstool, in the open seat next to you, or in your lap. It's under the seat in front of you. And it applies to everything you carry on board. Items stored carelessly can trip others, or dislodge during takeoff and get lost, or inconvenience others. And while I'm on the topic: Please don't wrap your purse (or umbrella strap) around your ankle to keep from forgetting it. What will happen in an emergency, when every second counts and there's no time to disentangle yourself from your precious bag? Will you drag it ball-and-chain-style down the aisle of a burning plane?

7. Whine about the high price of flying.

When I hear people complain about coach airfares, I know they're not keeping up with the news. Fares have rarely been cheaper. In recent years, it's not uncommon for you to be able to cross the continent for under $130 each way, with a maximum of one layover. It's a bargain! At that price, you're barely paying for the fuel to get your body there—never mind the cost of shipping your 50 pounds of gear. You're already on the gravy plane. People point to first class ticket holders and want to know why they don't get the same treatment. Wake up folks: You're getting a great deal. If you want even more, pay more!

Por isso que eu adoro a Lucia Hippolito

Sua Excelência não convenceu

(por Lucia Hippolito)

Muito nervoso, maltratando a língua portuguesa, o presidente do Senado, senador José Sarney, foi à tribuna para se defender das críticas, segundo ele, muito injustas, que não respeitam sua biografia.

Não convenceu. Listou vários fatos de sua biografia. Falou dos 50 anos de vida pública, misturou fatos ocorridos durante a ditadura com ações suas na presidência da República.

Eximiu-se de toda e qualquer responsabilidade pela desmoralização completa por que passa o Senado da República. Repetiu inúmeras vezes que a crise não é dele, é do Senado.

Lamento, mas o senador José Sarney é o maior responsável pela crise.

Não se trata de desmentir ou de apagar a biografia do nobre parlamentar. Longe disso. Quem reescrevia o passado eram os historiadores soviéticos. A história de José Sarney é bem conhecida.

O que há de mais curioso a ressaltar no discurso de quase meia hora é a total falta de compromisso de José Sarney com os últimos dez ou 15 anos da história do Senado. Sarney discursou como se tivesse chegado ontem à presidência da Casa.

Como se não estivesse presidindo o Senado pela terceira vez. Como se não fosse pessoalmente responsável pela criação de cerca de 50 das 181 diretorias recém-descobertas na Casa.

Como se não fosse pessoalmente responsável pela nomeação de Agaciel Maia como diretor-geral do Senado. Como se não tivesse legitimado uma série de atos de Agaciel Maia e do diretor de Recursos Humanos, João Carlos Zoghbi.

Não é trivial privatizar o Senado da forma como o Senador José Sarney o fez. Tinha até outro dia um neto e duas sobrinhas empregados. Recebia auxílio-moradia tendo residência particular em Brasília e tendo à sua disposição, desde fevereiro, a residência oficial do Senado.

Sua estrategista de campanha era também diretora do Senado. Exonerada para fazer campanha, teve a exoneação cancelada (tudo através de documentos sigilosos).

Sua casa em São Luis era protegida por seguranças do Senado... embora ele seja senador pelo Amapá.

Semana passada, sua Excelência foi padrinho de casamento da filha de Agaciel Maia, ex-diretor-geral do Senado. Que agora, depois de prestar relevantes serviços ao senador Sarney, está sendo jogado às feras. Pelo senador Sarney.

O senador José Sarney não tem direito de afirmar que a crise não é dele.

Quando tenta diluir a crise do Senado brasileiro na crise de representação mais geral, que acontece em muitos parlamentos do mundo, o senador tenta uma manobra esperta.

É verdade que há crise em outros países, mas lá os parlamentares renunciam, pedem desculpas públicas, devolvem o dinheiro desviado. Alguns até se matam.

Não se espera nenhuma atitude radical por parte do senador Sarney. Nem mesmo a renúncia à presidência do Senado virá por livre e espontânea vontade.

Mas o clima de rebelião entre os funcionários do Senado é evidente. A forte reação da opinião pública também.

Uma vez o senador José Sarney contratou a Fundação Getúlio Vargas para fazer um diagnóstico da situação do Senado e propor medidas. Deu certo. Nada aconteceu.

Desta vez, repetiu a manobra. Mas suspeito muito de que não vai funcionar.

Os tempos são outros, Excelência.

terça-feira, 16 de junho de 2009

FÉRIAS ARE OVER, MY PEOPLE


Como diria minha mãe, "não há mal que sempre dure e nem há bem que nunca se acabe..."
Foram 30 dias de reposição do sono. É verdade. Esse ano que passou, fiquei acordando as 2, 3, 4 e 5 da manhã. Aproveitei e coloquei meu sono em dia, acordava na hora que o sono acabava.
Fiz tudo o que eu queria, terapia, academia, bebidinhas, cozinhei, passeei com o Igor, fotografei a Gata, encontrei meus amigos Eduardo e Claudia Porto que nao via a 40 anos, atualizei o blog (não da maneira que eu queria) arrumei minha casa... Falta ainda muita coisa pra fazer. Tinha que visitar a minha amiga Nina Kern, o Assis... Mas vou fazer isso ainda esse mes.
Férias.
Eu me lembro na época da escola, férias significava ir pra Cabo Frio ou ir pra São Paulo. Depois, férias eram passeios maravilhosos em Campos do Jordão (aliás, nao consegui ir. vou trocar meu carro e vou. prometo). Depois que eu comecei a voar, férias eram Nova York, Miami e muitas vezes a Copenhagen. Agora, férias é = ficar quieto na minha casa, cuidando de mim, descansando.
Tenho certeza que vai chegar uma hora que vou poder ir a Cabo Frio, a Campos do Jordão, Nova York e Copenhagen sem ter que esperar pelos 30 dias.
Quero estar vivo pra isso.
(por falar nisso, cade meu dinheiro da Varig, heim?)

segunda-feira, 15 de junho de 2009

GATA TÁ NAQUELES DIAS. Bad mood mode [on]



Não sei o que deu nela hoje. Tava especialmente braba. Até parece que as férias DELA é que estão acabando. Muito mal humorada. Ela deve ter os motivos dela. Vai saber. Um gênio do cão.
Espero que amanha ela acorde mais humoradinha e menos arranhativa.
E quando ela fica mau humorada agora ela fica assim, dormindo com a cara no lençol, pra nao ver nada e ninguem.
Só não pode roubar meu rivotril. Aí a gente briga de igual pra igual.

FRIDA NO CAPUZ


Frida ficou no meu capuz do casaco um bom tempo, mas depois, como está adolescendo, nao quis mais ficar fazendo gracinhas ou atitudes infantis como ficar no capuz do meu casaco por ex.
Mas ficou engraçado. Ela até gostou. Eu gostei até a hora que ela deu ataque e claro, nao consegui registrar.

COLETIVA DE IMPRENSA DA MARIDA




Lenora em mais uma coletiva de imprensa no lanche de domingo.
Tópicos mais variados. Dessa vez era sobre o acidente do AF447, Casamento e Igreja, Fibromialgias... e outros assuntos igualmente relevantes.
Um aprendizado!
E claro, dessa vez com a assessoria do Julinho para assuntos mais sérios.

DOMINGO, DIA DAS MÃES. E DIA DE LANCHE.

isabella e minha mãe

Hoje é domingo e domingo é sempre dia das mães, pelo menos na casa da minha.
As negociações começam cedo. Quem leva a coca zero, os pãezinhos são de que padaria, um bolo, cachorro quente, mais coca cola, mais pão...
E nada de entrar numa de dieta ou qq coisa que remeta a possivel ideia de comer pouquinho. É tudo muito. E espero que seja assim durante muito tempo.
E rola de um tudo. Lenora (marida) fazendo a sua costumeira coletiva de imprensa - o tema era a mídia, o acidente do AF447, casamento do Gustavo...
A gata da minha mãe adolescendo e mostrando as garras, o cachorro numa fúria sexual com as pernas do Rogério, Julinho e os segredos do Fashion Week... ou seja, assunto pra muitas risadas e risadas muito boas, pra lembrar sempre como é bom passar um domingo em família.





CHOPP E FRANGUINHO


Povo de Curicica!
Então, depois do assassinato do ex-vereador (esse status me lembra ex-BBB) aqui no condomínio, passamos de condominio de classe média da zona oeste para Condomínio de Luxo na Barra da Tijuca.
E como bom condominio de lusho, o nosso shópen BOMBAAA! E claro, estamos sempre prestigiando os colegues todos da nossa comunidade.
E rola um franguinho na brasa que é uma delícia. Com um chopis bem honesto e mega ultra gelado.
Hoje, domigão, não tivemos dúvida: colocamos nossa Rider, puxamos nossa carteira-capanga e nos atracamos com o maravilhoso franguinho com chopis.
Nas fotos só rolava o chopis, por que domingão, jogo do flamengo... o restaurante bombava e o nosso frango só chegou quase meia hora e alguns chopis depois.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Jhullya


Quanda JHULLYA crescer vai repaginar esse bonito nome que seus phays dheram prah ellah.

ANIVERSARIO DA MARIDA.


Parabéns, Lenora.
aniversario da lenora, upload feito originalmente por Beto Sandall.

Mais um ano, né marida.
A gente passa por cada uma... e ainda tem força pra rir, nem que seja de uma linguada na vela cheia de goiaba do bolo.
é o minimo que a gente pode fazer.

A comemoraçao foi na casa do Cezar Bastos e do Jorginho. Estavam alem de nos, a Lorena, minha filhota querida e o Vagner. Além dos gatos do Cezar, claro.

e quero comemorar sempre o teu aniversario assim, desse jeito.
com muita risada e muito bolo gostoso.
parabéns, marida!
beijos

sábado, 6 de junho de 2009

vista do apartamento


vista do apartamento, upload feito originalmente por Beto Sandall.

Essa é a vista do apartamento do Gustavo. Hoje fez um dia lindo, aproveitei pra correr e fazer coisas em casa.
Eu adorei a vista.
Dá pra ver o projac... Sol da manhã... até o Mundial de Curicica dá pra ver lá no fundo.

vai ter sopa de abóbora...


vai ter sopa de abóbora..., upload feito originalmente por Beto Sandall.

Ontem eu fui no mercado e nao resisti e comprei dois pedaços gigantes de abobora. Pra fazer sopa, claro. E ai sobrou mais abobora e vou fazer um doce.
Vai ser o fesrtival da abóbora.
Quem provou conhece.

arquitetos


Fernanda e eu...
arquitetos, upload feito originalmente por Beto Sandall.

Hoje de manhã fui me encontrar com os meninos (meninos?) no apartamento que eles compraram, aqui pertinho de mim.
E é tão gostoso ver os dois fazendo planos, redesenhando o apartamento... aqui vai ser uma estante, aqui a geladeira, o arcondicionando fica aqui, é melhor uma cortina assim....
E convencer a Fernanda que o apartamento, apesar de pequeno é muito bom... vai ficar lindo por que eles tem bom gosto e vai dar tudo certo.
Vai ser bom te-los como vizinhos.

Fuga No. 2 - Mutantes

Eu fico tão contente de poder pertencer a uma geração que teve o privilégio de ter participado de um período tão, mas tão rico de autores, cantores, compositores... enfim, a MPB era com B maiúsculo e essa musica em especial, me lembrou minha adolescencia.
Dá licença pra eu sentir saudade?
Toma a letra.

Hoje eu vou fugir de casa
Vou levar a mala cheia de ilusão
Vou deixar alguma coisa velha
Esparramada toda pelo chão
Vou correr num automóvel
Enorme, forte, a sorte, a morte a esperar
Vultos altos e baixos
Que me assustavam só em olhar

Pra onde eu vou, ah
Pra onde eu vou, venha também
Pra onde eu vou, venha também
Pra onde eu vou

Faróis altos e baixos
Que me fotografam a me procurar
Dois olhos de mercúrio
Iluminam meus passos a me espionar
O sinal está vermelho
E os carros vão passando
E eu ando, ando, ando...
Minha roupa atravessa
E me leva pela mão
Do chão, do chão, do chão...

Pra onde eu vou, ah
Pra onde eu vou, venha também
Pra onde eu vou, venha também
Pra onde eu vou

Coluna da Cora Rónai, ontem 5/6/09

Uma crônica emocionante, verdadeira. Peço licença pra Cora, pra poder colocar aqui e todos os meus amigos e amigos do meu blog possam ler.

O vôo 447 e a tristeza de todos nós

Escrevo a coluna na segunda-feira. É uma rotina: vou dormir domingo arrumando mentalmente as idéias que surgiram ao longo da semana e, no dia seguinte, me entendo com a que pareceu mais interessante. No domingo passado pensei numas histórias que ouvi, numas nojeiras políticas que têm me tirado a esportiva (qual é a novidade?), na impossibilidade de arrumar os livros e na semelhança entre o escritório e alcachofra. A segunda, porém, cancelou todos os planos. Como é que se pode escrever quando um avião some só assim, no meio do Atlântico?

O dia ficou suspenso e triste. Por onde andei as pessoas estavam abaladas, mesmo aquelas que jamais voaram, esperando as explicações que provavelmente nunca teremos. Além de sair logo ali do Galeão, levando amigos, vizinhos, conhecidos ou conhecidos de conhecidos, um vôo Rio-Paris é sempre um sonho, e ninguém se conforma quando sonhos viram pesadelos.

Sim, é verdade que qualquer um de nós corre mais riscos de ser atropelado, de ser vítima de bala perdida ou de desastre de carro -- mas, como observa o Millôr, avião é o único meio de transporte em que se tem mau pressentimento. Viajamos de carro como se nada fosse, ficamos perfeitamente à vontade em trens e a nossa maior preocupação, quando pegamos barca ou navio, é se vamos ou não enjoar.

Quando um avião cai, desafia o engenho humano que venceu a gravidade e as leis da natureza, pondo pessoas num espaço que, durante milhões de anos, foi reserva exclusiva de aves e nuvens. Os outros meios de transporte apenas ampliam a nossa capacidade de percorrer distâncias em elementos que nos são familiares; mas quem disse que podíamos voar impunemente?

Não me recordo de desastre marítimo ou ferroviário em que familiares das vítimas se lembrassem de premonições. A queda de um avião, porém, é tão traumática, que os menores gestos viram vaticínios. Ouvimos admirados as coincidências e, no fundo, nos sentimos reconfortados, porque seria bom acreditar que temos algum poder sobre o destino.

* * *

Alguns amigos me ligaram para falar do acidente. Pessoas com quem precisei conversar sobre os assuntos mais diversos acabaram falando sobre o acidente. A manicure falou sobre o acidente, o rapaz que veio consertar a máquina de lavar falou sobre o acidente, os porteiros falaram sobre o acidente. Da noite para o dia, viramos todos especialistas em aviação, o que é compreensível: diante de um horror tão inexplicável, precisamos exorcizar as emoções e, se possível, encontrar uma razão que nos sossegue.

Na segunda à tarde, a turma da internet já falava em gaiola de Faraday com total intimidade, mais ou menos como a turma do botequim fala em escanteio. Precisei recorrer ao Google para descobrir que essa gaiola foi uma experiência de Michael Faraday (1791-1867) para demonstrar que condutores carregados ficam eletrificados apenas na superfície.

No blog, discutiam-se causas possíveis e impossíveis, a velocidade com que o avião desapareceu, a ausência de comunicação. Na terça-feira à noite, a Adriana, que é controladora de vôo, escreveu o seguinte:

-- É como se a tripulação tivesse sido colhida no meio dos seus afazeres, sem tempo para nada... Lembra das pessoas petrificadas pelo Vesúvio, em Pompéia?

E meu amigo Beto Sandall, comissário, explicou porque, apesar de tudo, gosta tanto do seu trabalho:

-- Quando a gente vislumbra a profissão de voar, vem junto uma sensação estranha de liberdade e de plenitude. Alcançamos as alturas, voamos como os pássaros e, livres como eles, somos também frágeis e impotentes. O amor por voar, porém, sempre fala mais alto.

* * *

Pensei muito nos passageiros e, principalmente, na tripulação do vôo 443, que saiu do Rio para Paris na segunda-feira à tarde. Que sentimento horrível, refazer a rota de um avião que acabou de desaparecer! Como é que se pode agir com naturalidade nessas circunstâncias? Como é que se faz de conta que está tudo bem, quando se sabe que todos a bordo estão pensando na mesma coisa pavorosa e impronunciável?

* * *

Detesto aeroportos e as burocracias de viagem, mas adoro aviões. Gosto sobretudo das primeiras horas do vôo, quando relaxo do estresse do embarque e fico só com um livro, umas comidinhas e a felicidade de saber que ninguém vai me interromper, que o telefone não vai tocar, e que, até aterrissarmos, nada, rigorosamente nada, será responsabilidade minha. Mais tarde, é claro, vêm a falta de posição na poltrona (por maior que ela seja) e a sensação de que o tempo não passa. Uma vez eu ainda estava acordada quando o avião passou ao lado de uma tempestade de raios. Foi um dos espetáculos mais bonitos que já vi, e em nenhum momento me pareceu algo perigoso. Às vezes, a ignorância é uma benção.

(O Globo, Segundo Caderno, 4.6.2009)

sexta-feira, 5 de junho de 2009

40 ANOS DEPOIS


Eduardo Paquet, Claudia Porto e eu


Ontem foi um dia especial pra mim. Me encontrei com meus amigos de infância, Eduardo e Claudia.
O Devassa de ipanema foi o cenário desse encontro tão legal.
Eram tantas as histórias! Tanta coisa pra contar, colocar em dia... que nao deu tempo pra falar tudo que a gente tinha que falar.
Ouvir as histórias do Eduardo... os desenhos da Claudia... falar sobre a gente, das nossas vidas, das nossas experiencias, nossas profissões, nossas familias... O mais gostoso foi relembrar o nosso tempo na escola, as historias engraçadas, relembrar fatos, as pessoas... enfim, foi muito gostoso.
To torcendo pra que apareça o resto da turma, ia ser bárbaro encontrar todo mundo e quem sabe, fazer um foto igual aquela, que tiramos no pátio da escola.

05/06/2009, upload feito originalmente por Beto Sandall.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

direto do tunel do tempo

hoje a tarde vou me encontrar com dois amigos da época do primário. sim, primário.
e o mais gostoso de tudo: nao nos vemos a mais de 40 anos.

vou colocar as fotos aqui depois, por que nao vou perder a chance fotografar esse evento. ah, nao vou mesmo.

40 anos.
vejo as fotos da Claudia Porto e do Eduardo, pra mim eles estao exatamente iguais, desde a ultima vez que a gente se viu. E eu nem lembro quando e como foi isso.

A gente estudava no Curso Infantil, da D. Eva Levy, uma francesa que veio pro Brasil e criou essa escola com métodos bem avançados pra época. A turma era pequena mas era praticamente a mesma desde o primeiro ano primario. Estudei lá de 1966 até 1970.

A expectativa é de ouvir as histórias... e poder relembrar uma época onde tudo era muito diferente.

Vai ser uma volta ao passado, inevitável. Aguenta coraçao, viu.

Vou lá e já volto.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Communiqué n 7


Paris, 01 juin 2009 - 23h28 heure locale

Communiqué N° 7

Personnel navigant technique

Commandant de bord :

  • Nationalité française
  • 58 ans
  • Entré à la compagnie en 1988
  • Qualifié sur Airbus A330/A340 en février 2007
  • 11 000 heures de vol dont 1 700 sur Airbus A330/A340

2 officiers pilotes de ligne (copilotes) :

  • Nationalité française
  • 37 ans et 32 ans
  • Entrés à la compagnie en 1999 et 2004
  • Qualifiés sur Airbus A330/A340 en avril 2002 et en juin 2008
  • 6 600 heures de vol dont 2 600 sur Airbus A330/A340
  • 3 000 heures de vol dont 800 sur Airbus A330/A340

Personnel navigant commercial

Chef de cabine principal :

  • Nationalité française
  • 49 ans
  • Entré à la compagnie en 1985

2 chefs de cabine :

  • Nationalité française
  • 54 et 46 ans
  • Entrés à la compagnie en 1981 et en 1989

6 hôtesses et stewards

  • 5 de nationalité française et 1 de nationalité brésilienne
  • Entre 24 et 44 ans
  • Entrés à la compagnie entre 1996 et 2007

Pra fazer o resto do dia mais leve...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Depois do elevador, o avião é o meio de transporte mais seguro que existe. Acreditem!

Hoje acordei com uma mensagem do Rogério no meu celular, que dizia que um avião da AirFrance tinha caido no Atlantico.
Como eu tinha tomado um remédio mega poderoso pra minha dor na coluna, custei a acreditar no que eu tava lendo.

Me lembrei que logo quando entrei na Varig, recebi um telefonema de uma colega dizendo que o Abdjan tinha caído. Eu logo imaginei que o voo nao iria sair mais na nossa escala, ou coisa do gênero. Mas não tinha realizado que o avião tinha caído. E era o avião que eu voava e o voo que eu fazia! Até cair a ficha demorou um pouco.

Lembro da minha mãe me dizendo que na época dela, os DC-3 caíam na pista de congonhas que nem tomate podre...

Desestruturou um pouco mas aos poucos eu fui entendendo melhor a aviação e ficando até mais seguro, a respeito das máquinas e dos pilotos.

Eu ainda sou daqueles que confia na máquina e no piloto. É como um mantra pra mim, a cada perrengue aéreo. Tenho que confiar neles. Tenho que confiar neles.

Aí caiu o avião do Garcez, depois o TAM em jabaquara, em seguida os ataques de 11 de setembro com todo o seu show-horror aéreo.
Mesmo assim, as coisas continuavam claras pra mim, e acredito que depois do elevador, o avião é o transporte aéreo mais seguro que tem. Acreditem, é mesmo!

Ai veio o tsunami Varig e fui parar na TAM. No ano que entrei na TAM, teve aquele horror que foi o A320 entrando no prédio e tudo que sabemos e que nem vale a pena lembrar aqui.

Hoje então, essa trajédia com o A330 da Air France.
O pouco que entendo do avião (sou habilitado nesse tipo de equipamento) é que ele tem vários localizadores e como todo equipamento Airbus, todos os sistemas são no minimo, em dobro.
Quer dizer, o sistema eletrico, os geradores, todos os equipamentos de tornam possivel a navegabilidade, são no minimo em dois, no caso de um pifar, tem sempre outro.
Um equipemento importante é o ELT, um sistema de localizador, que é acionado quando há um choque com o avião.
Naquela área onde possivelmente aconteceu o acidente, é um meio do nada, mas sempre monitorado pelos radares, brasileiros e tambem do Senegal, na África.
Isso sem falar que todos os equipamentos são monitorados em Tolouse na França.
Condiçoes meteorológicas, possivelmente. Mesmo assim, avioes como o A330 sao projetados pra enfrentar condiçoes adversas e severas... enfim, é esperar pra saber o que realmente aconteceu.

Muita luz pra todos os meus colegas que estavam lá, trabalhando.

Como diria Alice Klausz: "A Aviação é um banquete onde a gente nunca sabe quando vão servir a sobremesa."

AERUS


clicado pelo meu amigo e colega Paulo Resende

Que país é esse, meo deos...


Site Última Instância
27/05/2009 - 19h31
SEM SUCESSÃO
Dívidas trabalhistas de empresa em recuperação não são da compradora, diz STF

O plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) declarou nesta quarta-feira (27/5) a constitucionalidade de dispositivos da Lei de Recuperação Judicial que isentam as empresas compradoras do patrimônio de uma empresa em recuperação ou falência da responsabilidade por dívidas trabalhistas. Com a decisão, os ministros entenderam que não existe sucessão dos débitos.

Na prática, ao negarem uma Adin (ação direta de inconstitucionalidade) de autoria do PDT (Partido Democrático Trabalhista), o Supremo sinalizou que, por exemplo, no caso da Varig —o primeiro e mais lembrado caso de recuperação judicial no país—, a Gol não deve assumir os débitos trabalhistas da empresa.

O relator da ação, ministro Ricardo Lewandowski, afirmou que a Lei 11.101, de 2005, foi criada da necessidade de se preservar o setor produtivo e resultou de um amplo debate na sociedade com os setores envolvidos. Para ele, o fato de as compradoras não assumirem os débitos por sucessão não significa um prejuízo para os trabalhadores.

“A lei trouxe um aumento da garantia dos trabalhadores. Os valores utilizados na compra de partes das empresas ficam disponíveis ao juízo da recuperação e são utilizados prioritariamente para pagar as dívidas trabalhistas”, afirmou o relator, que foi acompanhado por todos os ministros presentes à sessão.

Lewandowski lembrou que os créditos trabalhistas não “desaparecem” pelo fato de não haver sucessão. “Quem sai ganhando são os trabalhadores, os primeiros na ordem de preferência de pagamento”, disse.

O relator ainda considerou a nova lei de falências “histórica” e destacou sua função de garantir a sobrevivência das empresas em dificuldade. A ministra Ellen Gracie destacou que a legislação tem o objetivo de preservar a produção e o nível de emprego no país.

Para Cezar Peluso, que acompanhou integralmente o relator, a lei seria “absolutamente inútil” se determinasse a sucessão integral das dívidas trabalhistas. Ele ressaltou que ninguém iria comprar uma empresa com débitos impossíveis de serem pagos.

A Lei 11.101/05 estabelece que na falência não há sucessão do adquirente em obrigações trabalhistas decorrentes de acidente de trabalho, tributárias ou de qualquer natureza quando ele adquire uma unidade produtiva da empresa falida.

O artigo 60 fala que a empresa que adquire uma unidade produtiva na recuperação judicial não sucede qualquer obrigação do adquirente, inclusive as tributárias.

O inciso II do artigo 141 define que “o objeto da alienação estará livre de qualquer ônus e não haverá sucessão do arrematante nas obrigações do devedor, inclusive as de natureza tributária, as derivadas da legislação do trabalho e as decorrentes de acidentes de trabalho”.

O plenário do Supremo também não viu inconstitucionalidade no artigo 83 da Lei de Recuperação, que limita a 150 salários mínimos o pagamento privilegiado dos créditos trabalhistas. De acordo com a ministra Ellen Gracie, o dispositivo permite o atendimento à grande maioria dos créditos, já que a média desses valores, informados pela Justiça do Trabalho, não ultrapassa os 10 salários mínimos.

A ação

A Adin 3934 foi ajuizada pelo PDT em 2007. Ela afirmava que nas hipóteses de alienação judicial, descritas nos artigos 60 e 141 da Lei 11.101/05, teria existido “descaso com a valoração do trabalho e a dignidade dos trabalhadores, na medida em que os eventuais arrematantes de empresas e seus ativos foram liberados de quaisquer ônus de natureza trabalhista”.

Além disso, o partido alegava a impossibilidade de norma infraconstitucional estabelecer formas de extinção de emprego, sem que o direito social e a dignidade do empregado sejam observados.

O partido dizia ter sido criada, por meio de lei ordinária, nova forma de extinção de emprego, sem garantias ao funcionário, o que, no entender do PDT, somente poderia ter sido feito por lei complementar.

Parecer da Procuradoria Geral da República já havia considerado os artigos constitucionais. Na análise do mérito da ação, o procurador-geral da República Antonio Fernando Souza entendeu que o fato de a norma prever que o adquirente não se responsabiliza pelas dívidas do alienante contradita a hipótese o pagamento do débito não será feito, já que, se não ocorrer a sucessão, ele permanece com quem o contraiu.

Segundo a PGR, a simples previsão de transmissão de tais obrigações a um possível adquirente, de outro lado, em nada impactaria nas supostas extinções de direitos trabalhistas ou de contratos de trabalho.

domingo, 31 de maio de 2009

Feliz dia dos Comissários !

FELIZ DIA DOS COMISSARIOS DE BORDO




É. Nada a comemorar mesmo.
Quando eu comecei minha carreira de comissario de bordo na VARIG, isso lá em 1986, eramos reconhecidos (a pesar de todos os fetiches aéreos) como profissionais de qualidade, competentes, contemporâneos, cultos, e outros adjetivos que a minha modéstia (rsrsr...) me impede.
Na verdade, tinhamos uma carreira pela frente, uma meta. Era ser comissario de bordo das rotas internacionais, e voar nos JUMBOS, nos MD11, nos 777...
O nosso treinamento era primoroso, quer na área de segurança ou no atendimento a bordo.
Nossos passageiros adoravam a nossa receptividade, ficavam felizes ao ver o avião da Varig chegando no aeroporto, pronto pra levá-los aos diversos destinos da empresa.
Hoje eu vou comemorar de maneira diferente.
Vou abraçar a todos os meus colegas da Varig que continuam lutando com muita dignidade pelos NOSSOS direitos.
Em agosto de 2006 fomos demitidos sem sequer receber as verbas recisórias. Sem sequer ter direito ao AERUS, nossa previdencia privada que foi SAQUEADA com o auxilio luxuoso do Governo Federal.
Hoje temos milhares de ex-funcionarios, não só comissarios e pilotos, mas o pessoal de terra, das lojas, do treinamento, de todos setores, que estão passando fome, sem dinheiro sequer para o tratamento de saude...
Vou abraçar meus colegas comissarios APOSENTADOS que fazem um protesto silencioso e igualmente digno. São pessoas que nao podem estar curtindo a aposentadoria merecida, e ficam na frente do Aeroporto Santos Dumont, debaixo de sol e chuva, chamando atençao de todos que lá passam para mais essa injustiça.
Vou abraçar tambem meus colegas que se foram e que claro, vou sentir muita saudade. Carlos Sinhor e Marion Beatrix.
Vou abraçar meus colegas que nao conseguiram se recolocar no mercado de trabalho.
Feliz dia dos comissarios de bordo.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

TOM JOBIM INTERNATIONA AIRPORT

É com imensa satisfação que apresento pra voces, uma preciosa locução no Aeroporto Internacional Tom Jobim. Já estamos nos preparando para a Copa e para as Olimpiadas.
Já pensaram, que lusho, essa loucutoura se manifestando numa quadra olimpica ou mesmo na abertura dos jogos ? Eu quero estar vivo pra ver isso.
Como diria um amigo meu, #taquilparil.

Só o manezim da ilha viu


Pronto, fui pego de surpresa e nao fui abduzido.
O disco apareceu e eu nao vi. Detalhe, o carro que está no fundo nao é o meu, infelizmente. Ele (o carro) sim deveria ter sido abduzido - será que o seguro ia cobrir abdução ?
Essa jóia do photoshop amador grau 8 é do Silvio, meu amigo de Floripa.
Obrigado, manezim, se nao tivesse sido voce, eu jamais veria o disco avuador.
Abraços no senador, bebel!

sábado, 23 de maio de 2009

Todo mundo sabe que existe, mas ninguem (da Barra da Tijuca) viu.

Um disco voador sobrevoou a orla do Rio de Janeiro na noite deste sábado (23). O objeto identificado é obra do artista plástico americano Peter Coffin, e reuniu uma multidão na praia de Copacabana.

Equipados com filmadoras, celulares e câmeras fotográficas, os curiosos se posicionaram em busca do melhor ângulo. A viagem do disco começou na Barra da Tijuca e passou por Copacabana por volta das 20h30.


E o disco não apareceu na Barra da Tijuca



Então... aí saimos correndo em direçao a praia da barra da tijuca, por que disseram que o disco ia sair do aeroporto de jacarepagua em direçao a barra da tijuca, PELA ORLA, depois ia em direçao a zona sul, pela lagoa...
Quando a gente chegou perto do Alfa Barra, já tinha até engarrafamento, e muita, muita gente na praia esperando o disco.
Tinha um senhor que, pelo celular, avisava pra todo mundo os próximos "passos" do disco e na hora era a pessoa de maior confiança de toda a orla da barra da tijuca.
Passados mais de 20 minutos da hora marcada que o DISCO ia passar pela praia, toca o celular do tal senhor e avisaram que o disco nao ia passar pela praia e ja estava quase em São Conrado, por que nao ia passar pela Orla da Barra, conforme anunciado na TV.
Frustraçao geral de carioca que nao se faz de rogado. Tinha um quiosque vendendo cerveja a preço de disco voador, que todo mundo sabe que existe, mas ninguem viu.
Vida de carioca é assim. Tudo acaba em cerveja e pagode.

domingo, 17 de maio de 2009

Reuniões de Pauta




ontem fomos conhecer a casa nova do gustavo e aproveitar e fazer uma reunião de pauta, comemorando minhas férias.
uma delicia de apartamento na Glória, com aquela sala que a gente fica a vontade, uma vista generosa pra Gloria, parte do centro da cidade, o cristo...
capeletti in brodo e risotto de funghi... queijos e bons vinhos e claro, a espumante da jussara.
é tão bom quando a gente se reune, por que fica sempre a impressao de que estamos sempre reafirmando a nossa amizade. claro que o quórum estava reduzido, mas de qualquer forma, foi uma troca de energia maravilhosa.
é a formula mais que perfeita: amigos, vinhos, velas, um jantar delicioso, uma casa linda.
precisa mais ?

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Elenco


Elenco, upload feito originalmente por Beto Sandall.

Essa foi a minha tripulação do meu ultimo vôo antes das férias... Voltando de Fortaleza...
É tão raro a gente trabalhar com pessoas tão comprometidas com a profissão, que estão sempre presentes... dá vontade de voar mais vezes com eles.
Estamos passando uma turbulência séria na empresa e espero que passe logo.
Marcela, Marcelo, Flávio, Pequenos Elias... e os chefes que fizeram apenas alguns trechos do voo, a Marcelli, o Marcos e a Flávia.
Esse voo foi muito bom.

Gata hipnotizada


Gata hipnotizada, upload feito originalmente por Beto Sandall.

Quando eu clico na Gata, penso logo na Fal, na Cora Rónai, na Lenora, e nas minhas outras amigas gatólogas (ou felínicas) e claro, no Cezar Bastos.
Essa foto eu tirei durante o jantar. Ela sempre fica assim: sentada em frente das travessas, na ponta da mesa, super educada. E fica sentada desse jeito mesmo. Sem mexer em nada, sem tocar em nada.
Educadinha, né.
Quem vê pensa.

Reunião de Pauta - São Paulo

vera, carla e eu

Foi um dia de folga em sampa. Geralmente eu fico de folga e venho pra casa, no Rio, pra regar planta, descer com o Igor e marcar presença na área. Mas nessa folga antes das férias foi diferente e passei em SP, com minha familia e aproveitei pra uma reunião extraordinaria de pauta. No Frederico's Bar...rsrsr...
Eu fui sequestrado pela Carla Penteado, que foi minha instrutora (hic!) e com a Vera que é da minha turma da Tam.
Acho que bebemos todas, né Carlinha ? Pra desespero do Rafaini, que nao pode ir por causdique mora longe paca.

Da série CÉUS


Uma das coisas mais legais da minha profissão, é poder contemplar as cores do dia, do amanhecer, do entardecer... e sempre do alto....
Quando dá pra fotografar, nao perco tempo e clico essas formas das nuvens com cores diferentes a cada segundo.
É como seu eu fosse testemunha de um novo dia nascendo, antes mesmo de todo mundo...

Férias


É assim, ó... a gente trabalha, trabalha, trabalha e não vê a hora de entrar de férias. Fica cheio de planos, vou fazer uma pá de coisa. Aí chega o dia D, e quando chega a hora de chegar em casa, a vontade mesmo é de não fazer absolutamente nada, nem mesmo o que o que se planejou fazer.
Mas prometo que vou me esforçar.
Na mimha lista está me encontrar com amigos que eu nao vejo a muito tempo, como o Assis, por exemplo. Está colocar a Bicicletinha na estrada e rodar muito com ela. Está consertar meu carro e lavar o coitadinho que ficou esquecido, no estacionamento do Galeão. Está a tentativa de acertar as minhas contas, fazer um UP nas plantas, pegar uma praia, engrenar na academia, ler ler ler ler ler e ler muito, comprar um livro novo, cozinhar, arrumar meu armário (opa, eu disse isso?)...
Aos poucos eu vou publicando a lista de coisas por fazer e coisas feitas.
Happy Holidays!!!!!

terça-feira, 5 de maio de 2009

43a. Vara

Depois de esperar 1:30 hs, finalmente a minha primeira audiencia contra a VARIG e seus derivados.
Esperei esse tantão, pra apenas 10 minutos de audiencia (audiencia?) com a juiza que conhecia já todos os detalhes do processo...
Não abri minha boca, embora tivesse muita vontade. Todos advogados e prepostos da Varig, GOL, GLAI, VarigLog... todos lá... a sala ficou lotada.
Agora tem que esperar a sentença da juiza. Eles vão contestar tudo até o final.
Quem espera, sempre se cansa.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Night = Balada, meu.

Então... semana passada fiz aquele voo que vai pra Fortaleza... 5 dias com a tripulaçao é tempo suficiente pra ficar bem "colega" de todo mundo. E como eu tenho muita historia pra contar, nao foi difícil pra juntar todo mundo e no ultimo dia do voo, parar na balada de Fortaleza, no Dragão do Mar. Quem conhece, sabe. É um centro cultural mix de barzinhos com musica ao vivo e muita, muita cerveja - que convenhamos, é o que interessa.
São 4 ou 5 bares que ficam lotados a madrugada inteira. E a musica é muito boa.
Durante os 20 anos de Varig, quase nao aproveitei os voos da nacional, e aproveitei pouco essa coisa de sair com a tripulaçao, ir pra praia junto, almoçar junto, e claro, sair pra encher o pote juntos.
Apesar da diferença de idade, ainda tenho bastante disposiçao pra aguentar o tranco - que é muito bom tambem. Conhecer pessoas legais, fazer novos amigos... é o ciclo renovável da aviação.
Beijo, me adiciona.

como era mesmo naquela época ? ah, sim...

Durante muito tempo, quando a gente queria conhecer alguem, tinha que ir a luta literalmente. Ou seja, a gente tinha que ir a campo, nos lugares onde as pessoas estavam. E tinha que ir arrumadinho, de perfuminho, banho tomado, cabelinho penteado e talz.
Aí, rolava a tal da química. E o resto era consequencia da tal da quimica.
Pois bem, alguns anos se passaram e veio a internet pra, digamos, facilitar a vida da galera. E facilitou e muito.
Hoje o cidadão fica em casa, com aquela cuecona toda puída, a cara de ontem, cabelo desgranhado, barba de anteontem... e coloca aquela foto lá em Búzios no carnaval de 1998, aquele bronzeado top, musculos idem... e jura que é recente. E as vezes até que cola. Tem muita gente boba por aí mesmo... e tudo começa a fazer parte de uma fantasia.
Mas algumas etapas sao puladas. E a tal da quimica era o ultimo quesito a ser checado.
É claro, isso não é uma teoria, é uma constataçao pessoal. Nada contra.
Mas vamos combinar que da maneira mais antiga era mais gostoso, né não ?

segunda-feira, 13 de abril de 2009

cats on grass...


cats on grass., upload feito originalmente por Beto Sandall.

Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.

Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.

A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera,
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.

Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.

Mas cada um cumpre o Destino
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.

E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora,

E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.
(Fernando Pessoa)

sábado, 11 de abril de 2009

Fácil, extremamente fácil.


Outro dia mandei um e-mail com alguns poucos exercícios e um bando de preguiçosos reclamou. Agora mando esses aqui que, pelo amor de Deus, quem não conseguir fazer é melhor ir procurando vaga em casa de repouso!!

Treinamento TAM


Treinamento TAM, upload feito originalmente por Beto Sandall.

Primeiros socorros.
Aqui a gente treina RCP, com um boneco.
Nesse treinamento, como no combate ao fogo e sobrevivencia, a gente tem oportunidade de rever os procedimentos e nos atualizar. Sempre tem alguma novidade que os americanos inventam e mandam aqui pra colônia... Ainda bem.

Treinamento TAM


Treinamento TAM, upload feito originalmente por Beto Sandall.

A cada dois anos, precisamos revalidar as nossas carteiras de habilitaçao dos aviões. Coisa parecida com a do carro.
Só que muito mais complexa.
Combate ao fogo, marinharia, sobrevivencia, primeiros socorros, etc...
Essa foto aí, é o treinamento de Combate ao Fogo. O Instrutor é o Pavuna, o de macacão, no lado direito da foto.
Ele foi meu instrutor quando eu entrei na Varig em 1986.
Nesse treinamento, relembramos procedimentos, atualizamos outros, e temos contato com os extintores e com o fogo propriamente dito.
e é quente, viu.

almoço de pascoa


almoço de pascoa, upload feito originalmente por Beto Sandall.

deixa eu apresentar pra voces: do lado esquerdo, Lenora, colocando a mão na massa. Do lado direito, minha mãe, fazendo a massa que a Lenora tá colocando a mão.
Esse foi o almoço de pácoa. Nhoque.
Um daqueles dias que são bons a beça, com a familia toda, e claro, Lenora, Julinho e Rogério.
Voces nao tem ideia do que é esse nhoque,

almoçando em GRU, no viena.


almoçando em GRU, no viena., upload feito originalmente por Beto Sandall.

Quando dá tempo e tem $$$ sobrando.... eu corro lá no Viena, no Aeroporto de Guarulhos, e tiro a barriga da miséria, literalmente.
Uma variação em cima do mesmo tema: salada, franquinho, coca zero infame, maionese de ovo (desculpe, mãe, mas é uma delicia, a deles)
uma delicia.

Gata expulsa Igor da cama.


Gata expulsa Igor da cama., upload feito originalmente por Beto Sandall.

Aí a Gata ganhou essa caminha aí, cheia de desenhos e toda fofinha...
só que ela nao deu a menor bola pra essa caminha. já o Igor, que sempre gostou de um certo conforto, viu a caminha dando sopa, e pronto, ja passou pro nome dele, com escritura definitiva, iptu, duda, ipva, tudo pago.
e a cama é dele agora.
só que Gata nao pode ver o Igor todo confortável. Aí ela vem e expulsa ele de lá e tchau. Perdeu, playboy!
cães e gatos. oi ?

Tio e Sobrinha


Tio e Sobrinha, upload feito originalmente por Beto Sandall.

outro dia mesmo eu tava lá em são paulo, por que a isabela tinha nascido... outro dia... e agora ela tá essa coisa linda e tão cheia de personalidade...
parece com o titio querido ? heim ?

Privilégio de ver isso...


Privilégio de ver isso..., upload feito originalmente por Beto Sandall.

chegando de madrugada em Guarulhos, SP.
uma das coisas mais incríveis da minha profissão, é poder ter o privilégio de ver cenas como essa: o sol nascendo, a cidade acordando e as luzes ainda acesas, ignorando o sol ali pertinho, pronto pra colocar todo mundo pra fora da cama.
eu sempre fico imaginando o que se passa lá em baixo...
apesar do cansaço, dá um prazer enorme poder ser testemunha dessas cores e dessas luzes... que só a gente pode ver lá de cima.

indo para...


indo para..., upload feito originalmente por Beto Sandall.

aqui a gente estava chegando em porto alegre.
era de manha cedinho e o dia estava bem claro.
o brasil é imenso, e só de cima a gente tem a verdadeira noçao de como as proporçoes do pais sao gigantescas.

E lá dentro...


E lá dentro..., upload feito originalmente por Beto Sandall.

mais um dia de trabalho.
cai a tarde e estamos lá dentro, no back stage.
os passageiros quase nao percebem essa movimentaçao da comissaria, abastecendo o avião. tudo tem que dar certo nesse momento.
tudo é um trabalho de equipe, do pessoal da comissaria com a gente.
nessa hora, tudo ja estava lá dentro do avião, aguardando o embarque dos passageiros pra começar mais um vôo.
eu adoro o que eu faço.

cats on grass.


cats on grass., upload feito originalmente por Beto Sandall.

bonita cena, domingo pela manhã, aqui dentro do condominio.
Aqui tem um montão de gatos, todos tratados, castrados e todos tem nome.
E essa hora é a do descanso, por que de madrugada eles ficam zanzando pelo condominio caçando, sei lá o que.
É por isso que a Gata fica acordada a noite enchendo o saco da gente e de dia fica dormindo que nem um anjo.
Dá gosto de ver.

E o urubú quase entrou na turbina...


E o urubú quase entrou na turbina..., upload feito originalmente por Beto Sandall.

Existe perto das pistas do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, um aterro sanitário e claro, diversos aterros e lixões clandestinos. Os urubús são os convidados especiais desses verdadeiros banquetes. E isso faz com que eles se choquem com os aviões (ou os aviões se chocam com eles), pela proximidade com o próprio aeroporto.
Entao a situação é a seguinte: estão lá, os passarinhos procurando o almoço (ou o jantar, dependendo da hora) e pum! dão de cara com um boeing ou um airbus... e dá nisso: a turbina amassada. Pelo menos só amassou. E se ele entrasse na turbina... perdeu, playboy!